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Academias reabertas recuperam em duas semanas 45% dos alunos perdidos em período de quarentena

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Foto: Reprodução Smart Fit

Levantamento foi feito pela Tecnofit com sua base de 3 mil estabelecimentos em vários Estados do Brasil. Paraná também foi analisado.

 

Na última semana o presidente Jair Bolsonaro assinou decreto incluindo as academias na lista dos estabelecimentos essenciais, e assim, liberando o funcionamento dessa atividade. Porém, essa decisão cabe às esferas estaduais e municipais, e em algumas cidades brasileiras os negócios fitness já estavam fazendo um retorno gradativo. Um levantamento feito pela startup de gestão de negócios fitness Tecnofit com mais de 3 mil estabelecimentos em todo o território nacional,  observou que nos negócios de cinco Estados (Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina) que iniciaram a reabertura, a média de recuperação de clientes nas duas primeiras semanas de atividade foi de 45%.

 

O levantamento da reabertura foi coletado entre 27 de abril e 10 de maio, e a análise dos números teve a     parceria dos especialistas e consultores em gestão de academias Luis Amoroso e Herbert Oliveira. Para chegar nesses dados foram monitorados os negócios fitness subdivididos em: academias (low cost, intermediário, premium e piscina), centros de treinamento (box de crossfit, artes marciais, espaços de treinamento funcional e crosstraining) e estúdios (pilates, yoga, pole dance e dança).     Outro dado importante é também o de queda de clientes desses negócios: durante o período de quarentena – desde 20 de março até a reabertura – eles informaram que a queda média de clientes foi de 56,7%.    

 

“Consideramos que esse percentual indica um dado bastante positivo para o setor. Claro que haverá perdas, mas é importante estar preparado, porque as pessoas estão dispostas a retornar para suas atividades”, afirma o CEO da Tecnofit, Antonio Maganhotte Junior. Ele ainda conta que a startup vem monitorando as oscilações deste setor para inclusive poder auxiliar seus clientes (as academias) a passarem por esse período de pandemia com o menor impacto possível.   

 

Proximidade e forma de cobrança impactaram na queda de alunos

 

Um dado importante que o levantamento da Tecnofit demonstrou foi que, se por um lado a queda de alunos é inevitável, algumas medidas a médio e longo prazo fizeram diferença neste aspecto. A queda de alunos ativos divididos nas categorias analisadas foi a seguinte: -59,8% nas academias, – 48,9% nos centros de treinamento e -62% nos estúdios.

 

Maganhotte analisa que a menor perda identificada nos centros de treinamento indica que o vínculo mais próximo e o sentimento de pertencimento ao grupo fizeram a diferença. “Sabemos que os alunos de crossfit, por exemplo, são muito engajados e os espaços nos quais eles treinam motivam isso. Essa proximidade com certeza faz com que esse aluno pense duas vezes antes de romper o contrato”, comenta o especialista.

 

Já no caso dos estúdios, que apresentaram a maior queda de alunos, foram observados dois aspectos: ticket médio mais alto e também a forma de pagamento muito recorrente em dinheiro. “Apesar da relação nos estúdios também ser bastante próxima, acreditamos que a forma de pagamento foi o principal entrave”, fala Maganhotte.

 

Essa análise inclusive pode ser comprovada quando em outro traço da pesquisa se vê que a maior perda de alunos foi quando os métodos de pagamento são no débito (-74,4%) e em dinheiro (-69,4%). As menores perdas ficam para cartão de crédito (-44,6%) e recorrência online (-48,4%).

 

O CEO da Tecnofit ainda cita que a comunicação e a interação durante a quarentena foram fatores importantes na retenção de clientes. “Em nosso estudo notamos que os estabelecimentos que proporcionaram neste período de quarentena treinos online exclusivos tiveram perda muito menor – 21,6%, do que os que não fizeram isso -30,9%”, aponta.

 

Paraná fica acima da média na perda e recuperação de alunos

 

Os cinco Estados analisados foram escolhidos porque tiveram cidades em que a retomada das atividades das academias foi autorizada. No Paraná os dados demonstram que houve um percentual maior na queda de alunos durante a quarentena, mas também uma recuperação acima da média.

 

A queda de alunos relatada pelos estabelecimentos paranaenses que reabriram chegou a 57,8%, a terceira maior entre os Estados analisados (a maior foi em Minas Gerais – 63,3% e Rio Grande do Sul – 58%).

 

Com a recuperação de alunos após a reabertura o Paraná também apresentou um cenário otimista, ficando em segundo lugar. Os gaúchos tiveram o retorno às academias ou o ganho de novos alunos de 53%. O Paraná 48%. Em terceiro aparecem os mineiros com 41,9% de recuperação, Santa Catarina, com 40,1% e Mato Grosso do Sul com 35,9%.

 

Maganhotte também comenta que o retorno, de uma forma geral, se mostrou gradativo. Se antes da pandemia a frequência média dos alunos dos centros de treinamento era de 36,2%; após a reabertura foi de 20,2% na primeira semana e 22,9% na segunda semana. Nas academias aconteceu a mesma coisa. A frequência semanal média anterior era de 40,2%. Na primeira semana de reabertura ficou em 19% e na segunda 21,5%.

 

“Isso demonstra que com o passar dos dias a confiança aumenta e as pessoas sentem-se mais seguras para o retorno. Claro que isso depende totalmente das atitudes que o estabelecimento vai tomar, assim como as medidas de segurança que vai oferecer neste momento”, avalia o especialista.

 

Comunicação e sistema online são os principais conselhos para superar a crise

 

Diante dos dados o CEO da Tecnofit afirma que os proprietários de estabelecimentos fitness devem repensar seus modelos de negócio e também se preparar para essa gradual retomada das atividades. Uma reflexão que Maganhotte propõe é sobre os sistemas online de pagamento e agendamento de aulas.

 

“Os dados mostram que os pagamentos recorrentes são os que tiveram menor perda e isso faz total sentido. Modernizar-se não é apenas uma facilidade para o presente, mas um benefício para o futuro do seu negócio. Da mesma forma os agendamentos online devem ser um requisito importante no retorno às aulas. Assim o aluno consegue saber antes de sair de casa se estará seguro e com o limite máximo de pessoas permitido naquele espaço”, explica.

 

Outro aspecto bastante relevante é a comunicação, seja ela a virtual neste momento de pandemia, como a corpo a corpo, quando os negócios reabrirem de fato. Clientes mais engajados com a sua marca têm maior chance de serem fiéis. “O uso de aplicativo, redes sociais, site, blog, whatsapp, newsletter e todas as ferramentas digitais disponíveis mostrou-se muito eficaz. O engajamento deve acontecer em todas as esferas. Dê dicas, grave vídeos, lembretes, cuidados. Ser relevante na vida dessas pessoas em todas as plataformas e cenários é essencial”, finaliza. 

 

Para ver o estudo completo da Tecnofit, clique aqui.

 

Sobre a Tecnofit

 

Sistema de gestão de negócios fitness totalmente online criado pelo programador Anderson Cichon e por Antonio Maganhotte Junior, sócio-fundador do EBANX . Com o sistema o gestor controla diversas áreas como financeiro, vendas, relacionamento, programa de fidelidade, agenda de turmas, fichas de treinos e muitas outras funcionalidades. 

 

Aliado a ele existe também o aplicativo Tecnofit Gestão, que complementa a administração do negócio com total mobilidade, e também o  aplicativo Tecnofit destinado para o aluno, que controla ficha de exercícios, avaliação física, resultados, check-in nas aulas, contratos e renovação de planos. A empresa ainda tem outros aplicativos: o Tecnofit Box, voltado para alunos de CrossFit; e o Personal, feito para a gestão e controle dos personal trainers.   

Para acessar o raio x , basta clicar aqui

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