Por que o quê? Por Mariana Bileski

No mundo da moda, assim como em tantos outros, existem muitas regrinhas. Padrões de biotipos físicos, de estilos e do que fica bem para cada corpo e gosto de acordo com o que está na vitrine. Essas definições universais são um bom prumo para o trabalho de consultoria, mas não pode se tornar uma caixinha fechada em que se é determinado o que me interessa e quem eu sou. Nós, mulheres, somos mais do que conceitos pré-determinados e uma lista de “sim" ou “não”. As pessoas são peculiares, interessantes, únicas. Só que revistas, televisão, blogueiras e, principalmente, redes sociais criam uma utopia em volta da beleza e moda, com sucesso em todas as circunstâncias de uma vida perfeita. Já sabemos bem que a realidade não é bem assim.

            Esses fatores externos podem ou não ser ferramentas de manipulação em nossa mente. Mas somos nós quem decidimos o grau de influência que eles terão sobre nós. Tudo pode ser referência e nos incentivar positivamente, mas pés no chão, olhar acurado e busca de inspiração nos lugares e pessoas pertinentes fazem toda a diferença. É sobre o que queremos internalizar, adicionar e permitir que seja parte de nós. Sobre isso, me parece que quanto mais velhos (e sábios!) ficamos, mais selecionamos relacionamentos, influenciadores, passeios, viagens, comidas, experiências. Não é mais sobre viver muito, é sobre viver melhor. É mais sobre qualidade e o bem que nos traz do que quantidade mas pouco deleite.

            É nessa intensidade que se encontra mais profundidade e menos superficialidade. Mais conteúdo que aparência. Faz parte de entender padrões e regras mas adequá-los de acordo com a própria realidade. Ver o mundo e filtrar o que acontece nele antes de deixar qualquer coisa entrar no nosso lar particular. Ser totalmente oposto ao ato de receber sem pestanejar qualquer ideia nova que aparece. Tem muito a ver com pensar e entender antes de reproduzir uma ideia que é compartilhada só porque a manchete chamou a atenção. E esse caso é válido pro literal ou não. Não me entenda mal, informação é primordial, mas é a sabedoria que vai decidir o que será feito com este conhecimento. Por isso, quando se lê sobre os 7 estilos universais ou as silhuetas femininas, é muito legal se identificar dentro desses estudos, mas mais legal ainda é entender o porquê é assim e discordar no ponto X ou Y. Por mais mentes pensantes que saibam porque se amam, porque escolheram essa roupa, porque compartilharam tal informação, porque seguem a vida dessa forma!

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