Mesma coisa, inúmeras funções

A gente cria hábitos, costumes, manias pra tantas coisas na vida que acabamos fechando nossa cabeça para novas possibilidades, com as mesmas ferramentas. Às vezes, existe um oceano de opções bem na nossa frente, mas acabamos percebendo apenas uma função em algo que poderia nos servir de tantas formas diferentes. Fazemos isso com dons, talentos, oportunidades, ingredientes, dinheiro e até mesmo… roupas! Quando usamos algo com determinado propósito, não mudamos a intencionalidade só porque, no princípio, já funcionou e temos medo que dessa vez não dê tão certo. Deixamos passar a possibilidade de que talvez exista uma tesouro escondido que poderá ser encontrado ao virarmos a chave pro lado oposto.
 

É normal do ser humano se habituar com rotina e teimar no que, comprovadamente, já dá bons resultados. “Em time que está ganhando, não se mexe”, dizem. Porém, esquecemos que era possível uma goleada ao invés de nos contentarmos simplesmente com um placar irrisório. Mas para tentar e mudar, é necessário coragem. Isso porque se arriscar depende, claro, da nossa capacidade e de uma boa estratégia, mas também de uma pitada de sorte. Mas quando as tentativas são exercitadas e a cabeça, aberta para novas formas de ver o mundo, arriscar-se passa a ser a nova rotina em detrimento do comodismo.           

Com as roupas, acontece o mesmo. Quando combinamos peças que ficam bem juntas, temos a tendência de usar aquele conjunto repetidas vezes. Nem pensamos em mudar algo, porque aquilo já funciona. É uma pena e um desperdiçar de imaginação. Pensar dá um pouquinho de trabalho, mas é muito mais legal usar um look sempre novinho em folha e praticar esse exercício de experimentar, o qual pode se tornar um hábito. As pessoas costumam me perguntar se X combina com Y e em 99% das vezes, eu respondo: “tem que testar!”. Nenhuma regra é absoluta, as opções não são fechadas e a escolha advém de cada um, que possui uma bagagem cheia de referências e gostos pessoais. Um pedido pra essa semana é que tenhamos mais coragem, vontade e que tentemos! O "não" já temos e o "sim" pode ser uma surpresa agradável!           

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