CRÍTICA | PIRATAS DO CARIBE: A VINGANÇA DE SALAZAR

Quando Piratas do Caribe estreou em meados de 2003, o sucesso foi absoluto. Ganhou milhares de fãs e de lá para cá, virou um ícone da cultura pop. Com bom humor, ótimos efeitos visuais (para a época), atores conhecidos e personagens icônicos. Eternizou Johnny Depp no papel de (Capitão) Jack Sparrow e havia nos trazido um novo mundo: o dos piratas. E além de tudo, vinha das mãos da Disney, e quando algo é feito por eles, sempre podemos esperar grandes coisas. Pois é, mas elas nem sempre acontecem.

Suas sequências foram fracas e previsíveis, mas como sempre teve boas bilheterias, continuaram. E agora, depois de uma pausa de 6 anos da franquia, ‘Piratas do Caribe’ está de volta as telonas. Confesso que eu esperava muito de “A Vingança de Salazar” (que no título original seria “Os Mortos Não Contam Histórias”, porém, a Disney Brasil decidiu mudar), justamente pelo tempo que passou, pela ausência daquele peso dramático das sequências anteriores. Seria como se um recomeço para a história.

Mas, o que vimos neste filme, é um Johnny Depp cansado e saturado. Mais uma vez vemos o pirata sendo “caçado” e jurado de morte por um novo vilão (que por sinal, bem interpretado por Javier Bardem), e sem navio e tripulação, apenas vivendo dia por dia atrás da sua querida garrafa de rum. O filme conta um pouco da origem de Sparrow, o que dá a entender de que o foco da história seria ele, mas não foi. E isso não é totalmente ruim, pelo contrário, é sempre bom ver um filme que não fica focado em apenas um personagem e dá a chance de outros aparecerem e se destacarem. Temos personagens antigos de volta, como Barbossa (Geoffrey Rush) e Will Turner (Orlando Bloom), mas quem realmente ganha destaque são os dois novos personagens. Henry Turner (Brendon Thwaites) e Carina (Kaya Scodelario). A Disney é ótima em “lançar” atores novos e desconhecidos em meio a grandes sucessos, fazendo essa mescla que, geralmente, sempre dá certo. E neste caso, deu mais uma vez. Além dos elogios ao personagem Salazar, também devo elogiar o novo casal, que praticamente comandaram o filme, mesmo sendo totalmente desconhecidos dos fãs.

Sobre o enredo do filme, mais uma vez vemos uma mistura excessiva e desnecessária de “trama”, algo que temos visto com enorme frequência nos últimos filmes “blockbusters”. Ou seja, muitas histórias acontecendo ao mesmo tempo e quase sempre mal resolvidas e/ou explicadas. Que no caso deste filme, parece que cada personagem tem seu objetivo distinto para cumprir. O filme tem reviravoltas bem previsíveis, aquelas que quando acontecem, você pensa consigo mesmo: “eu sabia que isso ia acontecer”.

Os efeitos especiais do filme continuam ótimos e para os fãs deste segmento, valerá a pena. Os que se preocupam muito com a história, talvez não agrade tanto. Voltando a falar sobre a “saturação” de Sparrow/Depp, é algo que está nítido no filme e não há como negar, porém, não é algo que atrapalhe. Já finalizando, um destaque interessante para o filme é a aparição de Paul McCartney, que foi muito divertida.  

No mais, o 5° filme da franquia não é ruim, mas também de longe não é um dos melhores. É um filme que, sem dúvidas, vai agradar aos menos exigentes e talvez irritar um pouco os mais observadores. Ficou claro que, não só Johnny Depp, mas toda a franquia já está cansada, saturada, no ponto de “já deu”. Esperamos que retorne espetacularmente melhor, pois os fãs merecem. Caso isso não aconteça, trazendo “mais do mesmo”, será uma pena.

E para finalizar, como eu sempre digo, vá ao cinema e assista o filme. Tire suas próprias conclusões, porque isso sempre será mais importante. É um programa bacana para a família, principalmente para os mais jovens.

Nota: 6,5.

Assista ao trailer do filme:

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