CRÍTICA – JOGOS MORTAIS: JIGSAW

Jogos Mortais foi uma das franquias de terror que mais fez sucesso no inicio dos anos 2000, antes mesmo dos (agora) sucessos Invocação do Mal, Annabelle e Sobrenatural emergirem. Criou uma legião de fãs, que ao longo dos anos, acompanharam fiéis os filmes lançados. Até que chegamos em 2017, com o lançamento do 8° filme da franquia, intitulado: "Jogos Mortais: Jigsaw". É claro que a expectativa sempre é grande quando uma franquia lança um novo filme. A esperança de que seja melhor que os anteriores sempre existe. Mas, infelizmente, a qualidade foi caindo a cada filme. E com Jigsaw, não é diferente.

 
Na sinopse do novo filme, depois de uma série de assassinatos, todas as pistas são levadas a John Kramer (Tobin Bell), o assassino conhecido como Jigsaw. Na medida que as investigações avançam, os policiais se encontram perseguindo um homem morto há mais de uma década. Ainda temos no elenco como elenco principal:  Matt Passmore, Hannah Anderson, Clé Bennett e Callum Rennie.

 
O filme até que começa de maneira interessante e empolgante, com novas vítimas em mais um novo jogo, com mortes sangrentas e brutais, algo que os fãs do filme podem gostar muito e vão se lembrar dos "tempos de ouro" da franquia. Algumas das mortes são forçadas, outras são até geniais, mas no geral, são boas, como Jogos Mortais deve ser. Alguns momentos do filme realmente fazem jus a franquia, nos fazendo lembrar dos antigos filmes. As vítimas confessando seus pecados, música tema original presente, as mensagens através do boneco de Jigsaw, entre algumas outras coisas. Mas as boas notícias terminam por aí. De novo, nos pegamos naquela trama cansativa, cheia de reviravoltas e mudanças, que no final das contas, você já desconfiava desde o começo e nem a revelação final consegue te surpreender muito. Os diretores Michael e Peter Spierig tentam renovar a franquia, mas não conseguem trazer muita inovação. O filme não é um reboot (como pensávemos que seria), pois dá continuidade a eventos anteriores da franquia, algo que pode até agradar os fãs, pela nostalgia de reviver isso mais uma vez, mas não muito.

Há quem diga que em Jogos Mortais, o que interessa são as mortes. Se levarmos para este lado, então os fãs e até mesmo aqueles que não viram nenhum filme da franquia realmente vão gostar, pois não deixam tanto a desejar. Mas em um contexto geral, o filme se torna um pouco monótono e cansativo, mesmo tendo apenas 1h32 de filme. Jogos Mortais: Jigsaw mantém o mesmo nível e estilo dos últimos filmes da franquia, sem muitas inovações e com sinais de desgaste. E do jeito que termina, é bem provável que tenhamos mais uma continuação. 
 

O filme estreia dia 30/11 nos cinemas brasileiros. 

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