Zoo de Curitiba realiza trabalho de reprodução de espécies ameaçadas de extinção

XV CURITIBA
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Mais espécies ameaçadas de animais silvestres vão passar a ter trabalhos de conservação fora da natureza no Zoo de Curitiba neste ano. Já estão na cidade os exemplares de jacucacas, aves endêmicas da Caatinga; e a instituição pleiteia receber, ainda neste semestre, casais de saguis-da-serra-escuros.

“Já aderimos ao termo de compromisso para manejo dos saguis e estamos em tratativas com a keeper nacional da espécie para recebermos casais para reprodução”, contou o diretor de pesquisa e Conservação da Fauna da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Edson Evaristo. 

“A espécie é ameaçada de extinção, com área de distribuição restrita na Mata Atlântica e poucas instituições a mantém sob cuidados humanos”, completou. Os primatas ocorrem, principalmente, nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. 

Grupos de trabalho 

Com a assinatura da Declaração de Responsabilidade e Compromisso Institucional das novas espécies, o Zoo de Curitiba vai passar a integrar 10 dos 25 grupos nacionais de trabalho pela conservação de espécies em risco de extinção.

Até agora, oito espécies mantidas no Zoo contam com ações para a conservação, que incluem a reprodução e podem contemplar futuramente solturas na natureza.

São elas: muriqui-do-sul; mico-leão-da-cara-dourada; macaco-aranha-da-testa-branca; tamanduá-bandeira; onça-pintada; lobo-guará; jacutinga; e ararajuba. 

Muriquis, jacutingas e ararajubas contam com trabalhos de reprodução ex-situ (fora da natureza) no Zoo há mais tempo. “Já tivemos também no passado sucesso com nascimentos de lobo-guará, onça-pintada e tamanduá-bandeira”, conta o diretor. 

“Além de focar a atenção para cada indivíduo sob nossos cuidados, buscamos planejar as estratégias de manejo que auxiliem na reprodução e manutenção da diversidade genética, garantindo populações de segurança para participarem de projetos de conservação”, explica Oneida Lacerda, Médica Veterinária chefe da Divisão de Zoológico de Curitiba. 

O programa é fruto de um Termo de Cooperação Técnica entre a Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Consiste em reuniões periódicas, planejamento conjunto de ações em prol da conservação das espécies-alvo, estabelecimento de planos de manejo estratégicos que fomentem o bem-estar animal e a reprodução dos animais trabalhados, além de deliberações conjuntas sobre remanejamentos dos animais dos plantéis com o foco em conservação. 

Também, recentemente, a bióloga e chefe de Fauna do Zoo, Nancy Banevicius, foi convidada pela AZAB a assumir o Studbook nacional da Águia-cinzenta. Com isso, Curitiba também passa a estudar a população de indivíduos nas instituições brasileiras a fim de assegurar tamanho suficiente, estabilidade demográfica e alto nível de diversidade genética.

Sucessos

Quase metade dos nascimentos registrados no Zoo de Curitiba e Passeio Público em 2020 foi de animais sob ameaça, segundo a classificação da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza). 

Entre os mais de 20 filhotes, estão os de jacutingas, ararajubas, micos-leões-da-cara-dourada e muriquis-do-sul, além de papagaios-do-peito-roxo, papagaios-chauá e marianinhas que fazem parte do Programa de Reprodução de Psictacideos do Zoo de Curitiba. 

Mudanças na pandemia

O Zoológico de Curitiba segue fechado por conta da pandemia do novo coronavírus.
 

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