Presidente da FAS esclarece dúvidas sobre denúncias de pragas e estrutura em reunião na Câmara de Curitiba com vereadores de diversos partidos
Após a circulação de vídeos nas redes sociais mostrando supostas condições precárias em unidades da Fundação de Ação Social (FAS), o presidente Renan de Oliveira Rodrigues participou de reunião na Câmara Municipal de Curitiba para prestar esclarecimentos.
Na reunião, que aconteceu na manhã da segunda-feira (23), o presidente falou sobre as ações de manutenção, controle de pragas e gestão de pessoal realizadas pela FAS, além de responder a questionamentos dos vereadores sobre as denúncias.
Conforme informado pela Câmara Municipal de Curitiba, diversos parlamentares participaram para debater os problemas apontados nos vídeos que mostram percevejos, ratos e outras situações nas unidades que atendem pessoas em situação de rua.
Medidas de manutenção e combate a pragas urbanas nas unidades da FAS
Renan de Oliveira Rodrigues destacou que a Fundação tem adotado medidas contínuas para enfrentar problemas sanitários e estruturais nas unidades. Entre as ações citadas estão a substituição de beliches de madeira por estruturas metálicas, a troca de colchões e a realização periódica de dedetização e desratização.
O presidente ressaltou que alguns episódios específicos podem acontecer, mas contestou que esses problemas representem a rotina diária das unidades. Ele afirmou que mantém contratos regulares e protocolos para prevenção e atendimento emergencial, além de preparar vaporizações dos ambientes.
Sobre vídeos antigos, como o que mostra uma criança sendo carregada por escadaria, o presidente esclareceu que se trata de filmagens anteriores à gestão atual, sendo realizadas obras para adaptação e instalação de barras de apoio nas unidades desde então.
Gestão de pessoal e capacitações para enfrentar denúncias de assédio moral
Na área de gestão, Renan Rodrigues informou que a FAS conta atualmente com 619 educadores sociais e planeja ampliar o quadro por meio de concurso público municipal.
O presidente também destacou cursos realizados sobre assédio moral, a existência de um canal de comunicação direta com a presidência e o programa “Cuidando de Quem FAS”, focado no bem-estar dos servidores.
Debate na Câmara e cobranças dos vereadores sobre apuração, estrutura e denúncias
Vereadores da oposição expressaram insatisfação com o formato da reunião, cobrando uma discussão mais aprofundada das denúncias que viralizaram nas redes sociais e questionaram dados sobre déficit de profissionais, condições de trabalho, além da presença de pragas e relatos de assédio.
Giorgia Prates (Mandata Preta) reforçou que as imagens não podem ser desconsideradas e sugeriu a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), argumentando que problemas antigos não vêm sendo resolvidos.
Renan Rodrigues respondeu que a FAS mantém procedimentos administrativos para apurar e resolver episódios pontuais, negando que eles sejam rotineiros, e convidou os vereadores para novas reuniões com o intuito de continuar o debate.
Compromisso com a transparência e continuidade das melhorias na FAS
O presidente da FAS afirmou que o objetivo da ida à Câmara foi prestar contas com transparência logo após a divulgação dos vídeos. Ressaltou ainda que nenhum Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) foi fechado na atual gestão e que a Fundação busca conciliar a ampliação de serviços com a recuperação da estrutura já existente.
As discussões mostraram divergências entre a percepção da gestão e os parlamentares, que demandam mais clareza e respostas efetivas às denúncias feitas pela população e servidores.
A Câmara de Curitiba mantém o convite aberto para futuras reuniões, buscando garantir que as unidades da FAS ofereçam atendimento de qualidade e condições adequadas para os usuários e profissionais.




