A repercussão da sessão encerrada por falta de quórum na Câmara Municipal de Curitiba, na última terça-feira (17), ganhou novo capítulo nesta quarta-feira (18). O vereador Guilherme Kilter (Novo) publicou um vídeo nas redes sociais comentando o episódio e respondendo a críticas feitas durante a discussão sobre o caso.
Na gravação, o parlamentar afirmou que não pretendia se manifestar durante a sessão, mas decidiu falar após acusações feitas no plenário. “Eu não ia me manifestar nessa sessão em respeito aos homenageados e ao tempo de todos, mas depois que eu fui acusado aqui, metade dos vereadores foram acusados de racistas, eu não tenho como ficar em silêncio”, declarou.
Kilter rebateu as acusações de racismo religioso e mencionou situações anteriores envolvendo votações na Casa. Segundo ele, a ausência de parlamentares em determinadas pautas não deve ser interpretada como intolerância. “Quando nós vamos votar um projeto evangélico, todos os vereadores do PT se retiram do plenário. Em nenhum momento vocês me viram acusar vocês de racismo religioso por isso”, afirmou.
O vereador também explicou sua própria conduta durante a sessão e disse que a decisão de se ausentar do plenário foi uma escolha política. “Eu saí do plenário porque queria que vocês aprovassem o projeto com unanimidade”, disse, acrescentando que respeita todas as religiões e que o não comparecimento em votações faz parte da atuação parlamentar.
Durante o vídeo, Kilter também abordou a questão da frequência dos vereadores nas sessões e citou dados divulgados recentemente. “Se vocês querem falar de falta, vamos falar de falta. Os vereadores que mais faltam nessa Casa são do PT”, afirmou, ao mencionar nomes de parlamentares durante o discurso.
O parlamentar ainda comentou um projeto relacionado à legislação do silêncio, defendendo tratamento igual para todas as religiões. “Lei do silêncio tem que ser igual pra todo mundo. Pro terreiro, pra igreja evangélica, pro muçulmano, pro judeu”, disse. Ele também destacou ser autor de uma proposta voltada à liberdade religiosa.
Ao final, Kilter voltou a negar qualquer prática de intolerância e criticou o que chamou de generalização nas acusações. “Eu não sou racista, não sou intolerante. Eu prefiro não acusar ninguém porque eu sei que vocês não são intolerantes, assim como eu também não sou”, declarou.
A manifestação ocorre após o episódio que resultou no encerramento da sessão por falta de quórum, quando apenas 19 vereadores estavam presentes, abaixo do mínimo necessário para votação. O caso segue repercutindo entre parlamentares e nas redes sociais.



