O Projeto Onças do Iguaçu divulgou nesta segunda-feira (19) um novo registro que celebra mais um capítulo importante na história de conservação da onça-pintada no Parque Nacional do Iguaçu. A fêmea Janaína, monitorada pelo projeto desde 2018, foi flagrada com mais dois filhotes, consolidando-se como a primeira onça acompanhada pela iniciativa a somar cinco crias ao longo dos anos.
Batizada por Mauri e Kátia Zardim, parceiros do projeto, Janaína recebeu um nome que significa “senhora das águas”, em referência ao território que percorre, entre a mata e os rios da unidade de conservação. Desde o primeiro registro oficial, há sete anos, a onça vem sendo monitorada por câmeras instaladas em pontos estratégicos do parque.
O histórico reprodutivo de Janaína chama a atenção dos pesquisadores. Em 2019, ela foi registrada com dois filhotes. Em 2021, teve mais uma cria. Dois anos depois, em 2023, surgiram três novos filhotes. Em 2024, nasceu Tainá, e agora, em 2025, mais dois filhotes foram confirmados. As imagens divulgadas pelo projeto foram gravadas em dezembro do ano passado, quando os filhotes tinham entre quatro e cinco meses de idade.
De acordo com o Projeto Onças do Iguaçu, o acompanhamento contínuo dessa família é fundamental para avaliar a saúde da população de onças-pintadas na região e reforça a importância da preservação do Parque Nacional do Iguaçu como um dos principais refúgios da espécie no Brasil. A equipe segue monitorando os novos filhotes e informou que, quando for possível identificar o sexo dos animais, o público será convidado a ajudar na escolha dos nomes.
A nova ninhada de Janaína é considerada um marco para o projeto e representa um sinal positivo para a conservação da espécie, ameaçada em várias regiões do país pela perda de habitat e pela caça ilegal.

