A edição 2025/2026 do Verão Maior Paraná consolidou não apenas recordes de público nas praias do Estado, mas também um impacto direto na economia dos municípios litorâneos. Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, o comércio local movimentou mais de R$ 686 milhões, resultado 10,3% superior aos R$ 622 milhões registrados na temporada anterior.
Os valores são baseados nas Notas Fiscais de Consumidor Eletrônica (NFC-e), documento utilizado nas vendas ao consumidor final em estabelecimentos como supermercados, farmácias e lojas do varejo. O crescimento reflete aumento no fluxo de consumidores, maior emissão de documentos fiscais e ampliação da circulação de recursos na economia regional.
De acordo com o secretário estadual da Fazenda, Norberto Ortigara, o aumento da atividade comercial está diretamente ligado à atração de visitantes ao Litoral. Segundo ele, o destaque dado às praias pelo festival resultou em comércio aquecido e maior arrecadação de impostos, beneficiando turistas, comerciantes e o Estado.
Entre os municípios, Pontal do Paraná apresentou a maior alta proporcional, com crescimento de 13,9%. O volume financeiro saltou de cerca de R$ 185 milhões na temporada 2024/2025 para R$ 210 milhões neste ano, com a emissão de 2,28 milhões de notas fiscais.
Matinhos também registrou avanço expressivo, de 11,8%. O município, que recebeu o palco principal do evento, liderou em número de documentos fiscais emitidos, com 2,58 milhões de notas, movimentando R$ 234 milhões, frente aos R$ 209 milhões da temporada anterior.
Já Guaratuba apresentou crescimento de 3,2% na emissão de notas fiscais, passando de aproximadamente 2,47 milhões para 2,55 milhões de documentos. Em valores, a movimentação subiu de R$ 227 milhões para R$ 240 milhões, o que representa aumento de 5,93%.
No total, os três municípios somaram mais de 7,42 milhões de notas fiscais emitidas entre dezembro e janeiro, volume 6,2% superior ao registrado no mesmo período da temporada 2024/2025, quando foram contabilizadas cerca de 6,99 milhões de notas.
Outros indicadores reforçam o impacto econômico do evento. Estudo aponta que, para cada R$ 1 investido pelo Governo do Estado no festival, houve retorno de R$ 1,19 na economia dos sete municípios envolvidos, com acréscimo de R$ 110 milhões no Produto Interno Bruto (PIB) da região, conforme levantamento do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
A estimativa é que as atividades do Verão Maior tenham contribuído para a geração de 2.368 empregos, entre postos diretos, indiretos e aqueles relacionados ao aumento do consumo decorrente da renda gerada pelo evento.
Dados do Banco Central, analisados pelo Ipardes, indicam ainda que, entre 1º e 19 de janeiro de 2026, os três municípios receberam R$ 287 milhões por meio de transferências via Pix. Guaratuba concentrou o maior volume, com R$ 118,3 milhões, seguida por Matinhos, com R$ 98 milhões, e Pontal do Paraná, com R$ 71,6 milhões.
Na média diária do período, Guaratuba registrou R$ 6,2 milhões, Matinhos R$ 5,2 milhões e Pontal do Paraná R$ 3,7 milhões em transações. Os números superam os resultados da pré-temporada, quando, em novembro de 2025, as médias diárias foram de R$ 4,5 milhões em Guaratuba, R$ 3,7 milhões em Matinhos e R$ 2,7 milhões em Pontal do Paraná.
Os dados consolidam o Verão Maior Paraná como um dos principais motores econômicos da temporada no Litoral, associando entretenimento, turismo e geração de renda em um mesmo período.





