Utilidade Pública à Casa da Vó Toninha é adiada por falta de quórum na Câmara de Curitiba

Projeto que concede utilidade pública à Casa da Vó Toninha é adiado para quarta-feira após sessão com quórum insuficiente na Câmara Municipal de Curitiba

A votação do projeto que concede a Declaração de Utilidade Pública à Sociedade Espiritualista Casa da Vó Toninha foi adiada para quarta-feira, 18 de março, em razão da ausência de quórum na sessão plenária da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) nesta terça-feira, 17.

Conforme informação divulgada pela CMC, apenas 19 dos 38 vereadores estavam presentes, sendo necessário no mínimo 20 para abertura da votação. A sessão foi encerrada após a conferência do quórum, adiando ainda o restante da Ordem do Dia.

O projeto de autoria dos vereadores Angelo Vanhoni e Professora Josete, ambos do PT, visa reconhecer como entidade de utilidade pública a Casa da Vó Toninha, que desenvolve ações de apoio social e espiritual no Capão Raso.

Detalhes da ausência e posicionamento da presidência da Câmara

Durante a contagem do quórum às 10h20, estavam em plenário 19 vereadores, entre eles Angelo Vanhoni, Camilla Gonda, Delegada Tathiana Guzella e outros. O presidente da CMC, Tico Kuzma (PSD), afirmou que os vereadores ausentes deverão justificar as faltas por requerimento, que será aprovado em plenário.

Ele convocou uma reunião com os líderes partidários para discutir a participação nas futuras sessões, ressaltando que o último encerramento por falta de quórum ocorreu em 2017, durante votação relacionada à instalação de fraldários em shoppings.

Importância social e reconhecimento da Casa da Vó Toninha

O projeto que reconhece a Casa da Vó Toninha atende aos critérios da lei complementar 117/2020, acompanhado de documentos como estatuto, ata, CNPJ, balanço e relatório detalhado das atividades. A entidade realiza distribuição de alimentos e oferece apoio a pessoas vulneráveis da comunidade.

Segundo Angelo Vanhoni, a iniciativa busca dar uma chancela pública à atuação consolidada da entidade, que promove acolhida espiritual e social para pessoas em sofrimento. Vanhoni também destacou o respeito às diferentes crenças e sua própria relação com ambientes espirituais.

Debate sobre liberdade religiosa e combate à intolerância

Vereadores como Delegada Tathiana Guzella ressaltaram que religiões como umbanda e candomblé costumam enfrentar intolerância e defenderam o respeito a todas as manifestações de fé.

Giorgia Prates destacou a defesa da liberdade de culto das religiões afro e ameríndias, ressaltando que a Casa da Vó Toninha tem portas abertas para todos, independentemente de cor, religião ou ideologia. Vanda de Assis mencionou que o reconhecimento protege também outros terreiros da cidade que enfrentam discriminação e falta de apoio.

Serginho do Posto valorizou a dimensão social da entidade e a atuação voluntária que supplementa a assistência pública à população. Pier Petruzziello enfatizou a necessidade de superar o preconceito contra centros religiosos, defendendo maior compreensão da sociedade. Camilla Gonda reafirmou que a intolerância religiosa ainda persiste e deve ser combatida.

Conforme divulgado pela Câmara Municipal de Curitiba, o adiamento da votação reforça a expectativa de ampla discussão e reconhecimento da entidade na próxima sessão.

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