Urbs atua para manter o serviço integral de ônibus em Curitiba após paralisação inesperada da Viação Mercês
Conforme informação divulgada pela Urbanização de Curitiba (Urbs), a empresa determinou a transferência definitiva das linhas do sistema de transporte coletivo operadas pela Viação Mercês para as companhias Santo Antônio e Glória. Essa reestruturação foi necessária após a paralisação dos funcionários da Mercês ocorrida na última quarta-feira, 14 de janeiro, e visa garantir o atendimento de 100% da população às linhas afetadas.
O remanejamento das operações integra o consórcio Pontual, ao qual as novas empresas pertencem, e será oficializado por meio de um ofício que a Urbs enviará até o final do dia. A medida evita transtornos aos usuários e mantém o transporte público em funcionamento sem filas ou aglomerações.
A seguir, entenda como ocorrerá a transição das linhas, as razões que levaram à decisão da Urbs e o impacto para os passageiros.
Transferência das linhas e atuação do consórcio Pontual
A frota da Viação Mercês, composta por 35 ônibus, operava sete linhas exclusivas e dez linhas compartilhadas, principalmente na região Norte de Curitiba. Com a transferência, as empresas Santo Antônio e Glória passam a operar essas linhas, conforme prevê o contrato vigente entre as partes.
O presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto, destacou que apesar da surpresa causada pela paralisação, a Urbs agiu rapidamente para garantir a operação normal desde o início do dia, evitando que os usuários enfrentassem filas ou aglomerações. Segundo Maia Neto, “por previsão contratual, as demais empresas do consórcio devem assumir toda a operação”.
Histórico de notificações e gestão financeira da Viação Mercês
Desde o ano anterior, a Viação Mercês vinha sendo notificada pela Urbs devido a atrasos em pagamentos, problemas no atendimento e queixas sobre a manutenção e a quebra frequente de ônibus.
Linhas como 916 – Pinheiros, 917 – Jardim Ipê e 965 – São Bernardo já haviam sido transferidas anteriormente para outras empresas do consórcio, o que evidencia a tentativa da Urbs de minimizar os prejuízos aos passageiros antes da transferência definitiva.
Sobre a situação financeira, o presidente da Urbs ressaltou que “todos os repasses do município às empresas de transporte coletivo estão rigorosamente em dia, conforme os contratos vigentes” e que “não há qualquer pendência financeira por parte do município”.
Procedimentos e impacto da paralisação para o serviço público essencial
A Urbs ressaltou que qualquer paralisação de serviço essencial deveria ser comunicada com antecedência mínima de 72 horas, como determina a legislação. No entanto, a paralisação dos funcionários da Mercês não teve a aprovação formal do indicativo de greve, surpreendendo a Urbs e os usuários do transporte coletivo.
Segundo Maia Neto, o sindicato reuniu os trabalhadores durante a madrugada, sem o devido aviso prévio, dificultando a adoção de medidas preventivas para reduzir os impactos à população.
Pagamento dos funcionários e continuidade das operações
Devido aos atrasos salariais recorrentes na Viação Mercês, a Urbs precisou reter valores do consórcio para garantir o pagamento do 13º salário dos funcionários no fim do ano anterior. Em janeiro, a Urbs também reteve os valores desde o início da semana e solicitou à empresa os dados para que o consórcio realizasse diretamente o pagamento dos funcionários.
Com a mudança, as seguintes linhas exclusivas passam a ser operadas pelas empresas Santo Antônio e Glória: X46 – Especial Mercês, 150 – C. Music/Vila Alegre, 912 – José Culpi, 913 – Butiatuvinha, 915 – Ouro Verde/Vila Bádia, 967 – Júlio Graf e 972 – Jardim Itália. Além disso, linhas compartilhadas como 022, 023, 040, 464, 817, 821, 901, 902, 911 e 979 também tiveram a operação transferida.
Essa medida da Urbs reforça o compromisso com a prestação do serviço de transporte coletivo com qualidade, segurança e continuidade para toda a população de Curitiba.

