Uma decisão do ministro Dias Toffoli, do TSE e do STF, tirou do ar a campanha eleitoral de Renan Santos, candidato do Missão à Presidência da República. A partir desta segunda-feira (31), a chapa fica impedida de veicular propaganda, receber recursos do Fundo Eleitoral e participar de debates em rádio, TV, podcasts e demais veículos.
O caso começou no fim de semana, quando Toffoli decidiu adiar o julgamento que analisaria o pedido de registro de Renan e do vice, Aroldo Medina. O motivo foi a identificação de possíveis irregularidades ligadas à forma como a chapa declarou seus canais de comunicação digital à Justiça Eleitoral. A decisão gerou reação do candidato, que classificou o adiamento como indevido.
No centro da disputa está uma lista de perfis de redes sociais ligados à campanha. Quando protocolou o pedido de registro, em 7 de agosto, a chapa não incluiu todos os canais usados para divulgação. Dezoito dias depois, em complementação enviada em 19 de agosto, Renan e Aroldo acrescentaram outros 18 endereços eletrônicos à lista original — entre eles, contas pessoais do candidato no Instagram, TikTok, YouTube e Facebook, além de páginas de apoio como “Onça Viral”, “Multiverso Amarelo” e “Jaguatirica Hub”.
A legislação eleitoral obriga os candidatos a declarar previamente todos os canais digitais usados em campanha. Diante da divergência entre o que foi informado inicialmente e o que veio depois, o ministro optou por suspender a análise do registro até que o TSE examine os novos dados e a defesa do Missão apresente esclarecimentos.
Enquanto o impasse não é resolvido, a chapa segue fora do ar nas redes e sem acesso ao financiamento público de campanha — um cenário que pode pesar diretamente sobre o desempenho eleitoral do partido nas próximas semanas.



