Transmissão ao vivo com foragido de Curitiba busca apoio financeiro após condenações do STF

XV CURITIBA
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Em um momento contundente na história da Justiça brasileira, poucas horas depois do Supremo Tribunal Federal (STF) condenar o primeiro réu envolvido nos polêmicos atos do dia 8 de janeiro, um grupo de bolsonaristas foragidos da Justiça decidiu iniciar uma transmissão ao vivo no Instagram. O objetivo: solicitar doações via Pix e apoio para a fuga de outros indivíduos também procurados por financiamento de atos classificados como terroristas.

A live foi comandada por Esdras Jonatas dos Santos, um mineiro de 34 anos que ganhou notoriedade quando foi filmado chorando durante a desmontagem de um acampamento pela Guarda Civil em Belo Horizonte, Minas Gerais. O acampamento estava instalado em frente ao quartel do Exército do estado. Durante a transmissão, Esdras revelou que deixou o Brasil em 8 de janeiro e está foragido da Justiça brasileira desde fevereiro deste ano, quando teve um mandado de prisão emitido em seu nome.

Para dar mais peso à sua mensagem, Esdras convidou outros dois indivíduos também em situação de fuga da Justiça: o ativista político de Curitiba José Renato Gasparim Junior e o jornalista e blogueiro Oswaldo Eustáquio Filho. Gasparim Junior teve sua prisão decretada desde o final de janeiro deste ano, enquanto Eustáquio Filho é alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes.

O caso chama a atenção não apenas pelo uso de uma plataforma digital para solicitar apoio financeiro e logístico, mas também pelo fato de que todos os participantes da live já foram considerados foragidos pela Justiça. A decisão do STF sobre o primeiro réu parece ter criado uma urgência entre aqueles que ainda estão sendo procurados, levando-os a tomar medidas públicas e arriscadas como essa transmissão ao vivo.

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A ação do grupo levanta questões éticas e legais profundas, particularmente em um momento em que o país está polarizado e o poder judiciário se encontra sob escrutínio. As autoridades estão analisando a transmissão para determinar quais medidas legais adicionais podem ser tomadas contra os envolvidos.

Esse episódio reforça o debate sobre o papel das redes sociais e das plataformas digitais na propagação de atos ilegais e na mobilização de grupos extremistas. Tanto o Instagram quanto as autoridades competentes ainda não se manifestaram publicamente sobre as ações a serem tomadas em relação a esta transmissão ao vivo polêmica.

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