O empresário e ex-deputado estadual Tony Garcia voltou a fazer críticas ao senador Sergio Moro (PL) durante entrevista ao XV Curitiba. As declarações foram feitas após a nova Executiva Estadual do Democracia Cristã (DC) anunciar apoio à pré-candidatura de Moro ao Governo do Paraná e comunicar que Tony Garcia não deve mais integrar os cenários eleitorais da legenda nas pesquisas de intenção de voto.
Na entrevista, Tony Garcia afirmou que sua saída do projeto eleitoral do partido não foi resultado de uma decisão política coletiva, mas da atuação direta de Sergio Moro. Segundo ele, o senador teria trabalhado para impedir sua candidatura por não conseguir responder às denúncias que, segundo Garcia, foram apresentadas por ele ao Supremo Tribunal Federal (STF).
“Não é um movimento político. É o movimento de uma pessoa só. É o movimento do Sérgio Moro. Ele não tem interesse na minha candidatura porque ele não tem o que me responder”, declarou.
Garcia voltou a citar as acusações que afirma ter protocolado no STF há cerca de três anos. Segundo ele, as informações encaminhadas à Corte deram origem a uma operação de busca e apreensão na antiga Vara Federal da Lava Jato, em Curitiba. O empresário sustenta que os documentos tratam de supostas irregularidades envolvendo Moro e outros magistrados que atuaram na operação.
Durante a entrevista, Tony Garcia afirmou que o procedimento está sob relatoria do ministro Dias Toffoli e declarou acreditar que uma decisão poderá ser tomada em breve. Ele também afirmou que existe um pedido de prisão contra Sergio Moro no âmbito do processo citado. “A qualquer momento pode sair uma decisão”, disse.
Em outro momento, Garcia elevou o tom das críticas ao afirmar que o Paraná “não pode ter um governador que vá governar preso”. Segundo ele, a liderança de Moro nas pesquisas de intenção de voto ocorre porque, em sua avaliação, a população desconhece o conteúdo das acusações apresentadas por ele ao Supremo.
As declarações representam a posição de Tony Garcia sobre o caso. Sergio Moro já negou, em outras ocasiões, a prática de irregularidades apontadas pelo empresário, e não há decisão judicial definitiva que confirme as acusações mencionadas durante a entrevista.
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