A manhã desta segunda-feira (31) começou com tensão no Terminal do Boqueirão, localizado na Avenida Marechal Floriano Peixoto, esquina com a Rua Carlos Frank, em Curitiba. Pouco antes das 7h, uma sacola preta que exalava fumaça foi encontrada por funcionários da empresa de segurança que atua no local. Dentro dela, havia um bilhete com a mensagem: “Perigo, risco de explosão.”
O aspirante Vieira, da Polícia Militar, relatou que a equipe de segurança agiu prontamente ao identificar o objeto suspeito. “Eles fizeram um pequeno isolamento e nos acionaram. Em seguida, ampliamos o perímetro e chamamos o esquadrão antibombas”, explicou.
A equipe especializada utilizou robôs e equipamento de raio-x para examinar a sacola, confirmando a presença de uma carga de pólvora com um mecanismo de acionamento que falhou. “Era realmente um artefato para explodir, mas o mecanismo falhou. O esquadrão realizou uma neutralização com contracarga para impedir qualquer risco”, detalhou o policial.
A carga foi removida com segurança e não há mais perigo para a população. As investigações agora seguem para identificar o responsável. A Polícia Militar já analisa imagens de câmeras de segurança dos terminais e do ônibus utilizado pelo suspeito. Segundo informações, o indivíduo vestia roupas pretas, estava encapuzado e usava máscara, o que dificultou sua identificação inicial.
“Estamos trabalhando com as imagens dos terminais e do ônibus que ele utilizou, que possui câmeras. Precisamos acessar a mídia física do HD para tentar identificar esse cidadão que deixou e abandonou o objeto”, completou o aspirante.
A Polícia Militar reforça que, diante de qualquer objeto suspeito em locais públicos como terminais, praças ou centrais, a orientação é não tocar nem se aproximar. A recomendação é acionar imediatamente a polícia, que tem os equipamentos e o preparo técnico para lidar com esse tipo de situação com segurança.
“Felizmente, não houve explosão, mas a intenção era clara. O mecanismo chegou a emitir fumaça, indicando a tentativa de acionamento, que por sorte falhou”, concluiu Vieira.