Tempestade com possível microexplosão provoca estragos na Grande Curitiba

Foto: Reprodução/ Simepar.

Enquanto diversas regiões do Paraná enfrentavam temperaturas elevadas, Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, registrou um temporal intenso na tarde de terça-feira (17). Em poucos minutos, a cidade acumulou grande volume de chuva e rajadas de vento que causaram alagamentos e danos estruturais.

De acordo com dados da estação hidrológica do Capivari, foram registrados 55,4 milímetros de chuva em apenas 15 minutos. O volume concentrado em curto espaço de tempo provocou transtornos em diferentes pontos do município. Próximo à BR-116, parte da cobertura de uma borracharia foi arrancada pela força do vento.

Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o episódio foi provocado por um fenômeno conhecido como downburst, também chamado de microexplosão. Trata-se de uma corrente de ar descendente associada a tempestades intensas, que atinge o solo em linha reta e se espalha rapidamente pela superfície. Diferentemente do tornado, que apresenta movimento rotativo, a microexplosão ocorre de forma descendente e pode causar danos concentrados em poucos minutos.

O fenômeno acontece quando a nuvem libera de forma abrupta grande volume de água, acompanhado por ar frio e denso que desce com velocidade elevada. Ao atingir o solo, essa massa de ar se dispersa, ampliando a área impactada. Apesar da curta duração, que normalmente não ultrapassa cinco minutos, os efeitos podem ser significativos.

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O Simepar informou que a ocorrência em Campina Grande do Sul ainda está em análise. Para a confirmação oficial de uma microexplosão, especialistas avaliam imagens aéreas, dados de radar e o padrão dos danos registrados. A conclusão técnica deve considerar novos registros e informações coletadas após o evento.

 

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