A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu preventivamente, na manhã desta sexta-feira (13), um homem investigado por crimes de importunação sexual e ato obsceno contra sete mulheres no bairro Xaxim, em Curitiba. Além da prisão, foi cumprido um mandado de busca e apreensão na residência do suspeito.
De acordo com informações, durante a ação foram apreendidos um notebook e um celular, que passarão por análise para dar continuidade às investigações. As diligências contaram com apoio da Guarda Municipal de Curitiba.
O primeiro relato formal à PCPR ocorreu em março de 2025. A vítima informou que, desde pelo menos fevereiro de 2023, o homem aparecia nu na janela ou na sacada do apartamento onde mora. Segundo o depoimento, ele realizava atos obscenos de forma visível, buscando chamar atenção por meio de olhares ou sons. Ainda conforme o relato, as ações cessavam quando o marido ou o sogro da vítima estavam no local, indicando que o suspeito direcionava a conduta apenas a mulheres.
Uma segunda vítima relatou episódios semelhantes ocorridos desde pelo menos 2022. Ela afirmou ter desenvolvido problemas psicológicos em razão dos fatos, relatando sensação de invasão dentro da própria residência, o que passou a limitar atividades rotineiras, como usar a lavanderia ou permanecer na cozinha.
Outras duas vítimas, mãe e filha, relataram situações registradas em 2024, quando caminhavam pela rua onde mora o investigado. Após os episódios, passaram a evitar o trajeto por medo de novos casos e possível abordagem do suspeito.
Uma quinta vítima afirmou que não mora na região, mas relatou que, enquanto estava com o carro estacionado em frente ao prédio do investigado, observou o homem nu próximo à janela, com as cortinas abertas, praticando ato obsceno. Segundo o depoimento, ele teria sorrido ao perceber que estava sendo observado. A vítima relatou que, após o ocorrido, passou a estacionar o veículo longe do local, o que gerou transtornos na rotina.
Outras duas mulheres foram identificadas durante a investigação, mas optaram por não prestar depoimento por receio.
Além dos relatos, a PCPR analisou vídeos que, segundo a investigação, são compatíveis com as denúncias apresentadas pelas vítimas. Diante da continuidade e da gravidade das condutas, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva, que foi autorizada pela Justiça.
O homem foi preso e encaminhado ao sistema penitenciário, onde permanece à disposição da Justiça.





