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Sindicato dos professores criticam retomada e aulas na PUCPR e divulgam nota de repúdio

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Foto: Divulgação
Após a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) anunciar o retorno das atividades práticas de alguns cursos, o Sindicato dos Professores de Ensino Superior de Curitiba e Região Metropolitana (Sinpes) publicou uma nota repudiando a iniciativa da universidade.
 
Leia a nota na íntegra

 

Nota de repúdio do Sindicato dos Professores do Ensino Superior de Curitiba e Região Metropolitana – SINPES em relação à iniciativa da PUCPR de retomar aulas presenciais
 
INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR NOVAMENTE TENTAM FAZER OMELETE SEM QUEBRAR OS OVOS
 
O Sindicato dos Professores do Ensino Superior de Curitiba e Região Metropolitana – SINPES repudia a posição do SINEPE – Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Estado do Paraná que defende o retorno imediato de algumas atividades presencias no âmbito do Ensino Superior, bem como a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), que anunciou o retorno de atividades práticas em alguns dos seus cursos já a partir da segunda-feira.
Segundo os professores do ensino superior representados pelo Sinpes, nesse momento ainda não é conveniente a aplicação do Plano Estratégico da Federação Nacional das Escolas Particulares – FENEP, entidade a que pertence o SINEPE, sindicato patronal do Paraná, que define diretrizes a serem adotadas para o retorno gradual das aulas presenciais no Brasil em todos os níveis.
 
O Sinpes vê com preocupação alguns pontos do Plano da FENEP porque minimizam a gravidade da situação pandêmica no país, assim como mitigam recomendações de instituições científicas do mundo todo, incluindo as dadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e contém recomendações impraticáveis no âmbito das grandes instituições de ensino superior, como por exemplo medição de temperatura corporal de professores, alunos e auxiliares de administração escolar.
No entender do Sinpes, o retorno às aulas nesse momento será a crônica de uma tragédia anunciada no momento em que os jornais noticiam 1086 mortes diárias em face da pandemia, que acumulam 25.598 mortes desde o início de sua chegada ao Brasil e os dados oficiais, certamente subfaturados, retratam que o número de casos quadruplicou somente no mês de maio.
 
A relativa contenção da pandemia em Curitiba decorre justamente das medidas de isolamento social até agora bem sucedidas. O relaxamento dessas medidas, por ocasião do período que antecedeu o Dia das Mães, já se faz sentir em termos de ampliação de casos e de óbitos.
 
Segundo estudo da Bain & Company divulgado na primeira semana de maio o Brasil segue tendência de contágio semelhante à dos Estados Unidos. Em comparação a diversos outros países, o Brasil ainda está em um estágio de crescimento mais acelerado da propagação da doença. A taxa de crescimento de novos casos na segunda semana de maio foi de 7,8% ante 3,3% dos Estados Unidos, 1,9% na Espanha, 1,2% na Itália e 0,9% na Alemanha.
 
O sistema de saúde só não está em colapso na Região Sul do Brasil justamente porque as pessoas aderiram voluntariamente ao isolamento social. O retorno das atividades presenciais de ensino em todos os níveis só faz sentido quando o perigo do contágio estiver efetivamente minimizado, o que ainda não é o caso. Ao contrário, com a abertura dos Shoppings Centers e a necessidade da população locomover-se pelo transporte coletivo por certo que os casos se proliferarão.
 
Também merece crítica o fato de nem o SINEPE, nem o plano considerarem as idiossincrasias dos diversos níveis de ensino. A necessidade de retomada das atividades “como estrutura de apoio para que pais e mães possam desenvolver suas atividades profissionais e promover o seu sustento” aduzido pelo plano, somente se aplica aos alunos da educação infantil e do ensino fundamental, não se revestindo de fundamento que se aplique à retomada das atividades no âmbito do ensino superior.
No ensino superior não há a menor razão para o retorno de aulas presenciais, já que o funcionamento está ocorrendo à distância, com exceção de algumas poucas atividades práticas, que podem perfeitamente ser postergadas para o segundo semestre.
 
Obrigar professores e alunos a voltarem às salas de aula seria extremamente temerário especialmente considerando-se que sequer foram antecipadas as férias de julho até o presente momento, alternativa capaz de postergar o retorno sem traumas.
 
Mesmo com iniciativas de distanciamento em salas, de desinfecção de ambientes e do uso de máscaras e álcool em gel, docentes e estudantes ficariam expostos ao vírus de maneira desnecessária. Recorda-se que na China em algumas regiões as escolas estão retornando com proteções de acrílico entre os estudantes, o que não se cogita no plano apresentado pela federação patronal.
 
Nesta seara o Sinpes destaca que não existem razões para que as atividades presenciais sejam retomadas nesse momento, senão o apetite por lucros dos empresários privados. E reputa de extrema importância a continuidade do isolamento social para que se evite a disseminação da Covid-19, acreditando que é hora de primar pela responsabilidade e pelo respeito à vida, bem primordial mais valioso que as pressões do empresariado.
 
Diretoria do Sindicato dos Professores do Ensino Superior de Curitiba e Região Metropolitana – SINPES
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