Servidor do IFPR é preso preventivamente em Curitiba por suspeita de apologia ao nazismo

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Foto: Reprodução.

Um servidor público do Instituto Federal do Paraná (IFPR), lotado no campus de Irati, foi preso preventivamente na tarde de quarta-feira, 31 de dezembro de 2025, em Curitiba. A prisão ocorreu na véspera do Réveillon e está relacionada a uma investigação que apura suspeitas de apologia ao nazismo, ameaça de atentado e divulgação de símbolos nazistas em redes sociais.

De acordo com a Polícia Civil do Paraná, o investigado é Phetronio Paulo de Medeiros, de 40 anos, técnico em contabilidade do Instituto Federal do Paraná. As apurações indicam que ele mantinha diversos perfis em plataformas digitais, nos quais publicava conteúdos com referências ao regime nazista, incluindo o uso da cruz suástica e mensagens com teor de ameaça. A prisão foi realizada no Centro da capital, em um apartamento alugado onde o servidor passaria a virada do ano, com apoio do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre).

As investigações apontam ainda que o servidor já havia sido condenado em 2024 pelo mesmo tipo de crime, quando atuava na Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul. Na ocasião, a pena aplicada foi de dois anos e quatro meses de reclusão em regime inicial aberto, posteriormente substituída por prestação de serviços à comunidade e multa. Segundo a polícia, a reincidência e a intensificação das postagens em períodos de grande circulação de pessoas, como Natal e Ano-Novo, motivaram o pedido de prisão preventiva.

Natural do Rio Grande do Norte, Phetronio é graduado em Ciências Contábeis e possui histórico de atuação em instituições federais de ensino em diferentes estados do país. Ele ingressou no IFPR em 2024, após transferência para o campus de Irati, onde exercia a função de técnico em contabilidade havia pouco mais de um ano.

Em nota oficial, o Instituto Federal do Paraná informou que o servidor foi afastado imediatamente de suas funções e que será instaurado um processo administrativo disciplinar para apuração dos fatos, assegurando o direito à ampla defesa e ao contraditório. A instituição destacou que não compactua com qualquer forma de discriminação ou prática criminosa e que atitudes dessa natureza contrariam os princípios que regem o ensino público federal.

A Polícia Civil reforça que o caso segue sob investigação e destaca o compromisso no combate a crimes de ódio e intolerância, especialmente quando envolvem agentes públicos vinculados a instituições de ensino. O desdobramento do processo criminal e administrativo deve definir as responsabilidades e eventuais sanções ao servidor.

 

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