Sanepar elimina geosmina e recupera qualidade da água em Ponta Grossa após hiperfloração de algas

Otimizando o tratamento de água em Ponta Grossa, Sanepar elimina completamente substância que causava sabor e odor na água distribuída à população

A Sanepar anunciou nesta semana o pleno sucesso nas melhorias aplicadas no tratamento da água em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Após um período marcado por uma hiperfloração sem precedentes de algas na Represa de Alagados, a Companhia conseguiu eliminar a substância geosmina que alterava o sabor e o odor da água. O resultado traz tranquilidade aos moradores, mesmo àqueles com paladar mais sensível.

As medidas adotadas resultaram na redução gradativa da concentração dessa substância até sua completa remoção, normalizando as características da água distribuída desde o último domingo, dia 1º. Para consolidar essa conquista, a Sanepar continua investindo em aperfeiçoamentos técnicos e estratégias para garantir a estabilidade do abastecimento e qualidade do recurso hídrico.

Conforme informação divulgada pela Sanepar, a Companhia também está atuando em ações conjuntas com órgãos ambientais e contratando consultorias especializadas para aprimorar a gestão da bacia hidrográfica e diversificar as fontes de captação.

Hiperfloração inédita e impacto da geosmina na qualidade da água

A gerente de Avaliação de Conformidades da Sanepar, a bioquímica Cynthia Malaghini, explica que a concentração de cianobactérias em Ponta Grossa quase dobrou, saindo de uma média histórica entre 100 e 150 mil células para quase 300 mil neste ano. Isso elevou a presença da geosmina a um nível excepcional, até o dobro da crise enfrentada pela CEDAE no Rio de Janeiro em 2021.

Essa substância é responsável pelo odor e sabor característicos de terra que foram percebidos pela população. O olfato humano é extremamente sensível à geosmina, capaz de detectá-la em concentrações tão baixas quanto 1 nanograma por litro. Apesar de a água cumprir todos os parâmetros de potabilidade, essa alteração sensorial incomodava consumidores até a adoção das medidas da Sanepar.

Soluções técnicas que eliminaram o problema no processo de tratamento

Para combater o problema, a Sanepar implementou o uso de carvão ativado nas captações com ajustes precisos na dosagem de dióxido de cloro. Esses são passos fundamentais para remover a geosmina da água, além de terem reduzido a captação na Represa de Alagados de 28% para 12% nos períodos críticos da hiperfloração.

Simone Alvarenga de Campos, superintendente da Sanepar na Região Sudeste, reforça que a prioridade é a estabilidade do sistema e que a qualidade da água fornecida está garantida, transmitindo segurança à população.

Investimento em segurança hídrica e parceria para proteção da bacia hidrográfica

Mesmo com a eliminação da geosmina, a Sanepar segue investindo para prevenir futuros impactos ambientais e climáticos. Entre as ações, está a contratação de consultoria para aprimorar os processos, perfuração de seis novos poços para diversificar as fontes de abastecimento e reduzir a dependência da represa, além do desenvolvimento em parceria com o Instituto Água e Terra de uma tecnologia canadense que utiliza ondas eletromagnéticas de baixa potência para tratamento da represa.

Além disso, a empresa lidera uma ação conjunta com instituições como IDR, Simepar, IAT e Adapar para implementar o Plano de Segurança da Água, que envolve diagnóstico da qualidade e conservação da bacia hidrográfica abrangendo Ponta Grossa, Carambeí e Castro. Essa iniciativa busca mobilizar a sociedade civil, conselhos municipais e usuários da região para assegurar a qualidade da água in natura.

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