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Requião Filho nega pré-candidatura do pai

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O deputado estadual escreveu um artigo comentando as notícias de que o pai, Roberto Requião, era pré-candidato à Prefeitura de Curitiba, por não ter grupo em torno dele na Executiva Municipal.

Requião Filho

Em Curitiba a disputa promete ter muitos nomes este ano. Mais de uma dezena de partidos deve lançar candidatos à sucessão de Rafael Greca. Acredito, como político, que toda legenda deva apresentar um nome que defenda suas bandeiras e seus ideais. Sou daqueles que acredita que partido e candidato devem ter um mínimo de compatibilidade, para evitarmos um discurso de campanha diferente da prática.

Na última semana, uma comitiva de lideranças procurou Requião, no intuito de convencê-lo a lançar seu nome como pré-candidato, por entender que somente ele representa as bandeiras mais ligadas aos anseios da população. Requião tem hoje, e teve sempre, um discurso coerente, forte e é conhecido por ter lado e posição, de maneira bem clara.

Acredito que no campo progressista da política, leia-se o campo preocupado com educação pública de qualidade, segurança, saúde, geração de empregos e justiça social, tanto a marca Requião como seu discurso, são os representantes mais fidedignos destes anseios.

Mesmo sem ter se lançado na disputa, tendo seu nome apenas mencionado em uma dezena de matérias de blogs como possível pré-candidato, o cenário político acusou o golpe. Fica claro o vácuo que temos de lideranças que sejam facilmente identificadas com seus ideais e suas propostas. Há hoje na política um hiato, onde as discussões são binárias e as ideias sempre ficam para segundo plano.

Independentemente disso, algumas figuras têm seu peso político e sua história. Fica claro que o nome de Requião é muito maior que o atual MDB na capital. Lembro, contudo, que Requião não colocou seu nome à disposição do partido e ressalto que o partido tampouco procurou Requião. Seu nome surge de maneira fluida e natural.

Porém, sabemos bem que para se construir uma candidatura é necessário envolver as pessoas em torno de um projeto, é necessário que exista um mínimo de organização e que o candidato represente a vontade de um grupo e que este caminhe pelo projeto, não movido a vaidades.

Sem base, sem fundação e sem um projeto estruturante, uma obra não fica em pé. Não resiste às brisas, muito menos as intempéries. Na política, principalmente!

* Requião Filho é deputado estadual do Paraná.

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