Recepcionista agredida em hotel de Curitiba divulga vídeo e relata tentativa de estupro

Foto: Reprodução.

A investigação sobre a agressão contra uma recepcionista de 55 anos em um hotel no bairro Bigorrilho, em Curitiba, ganhou um novo desdobramento após a vítima divulgar um vídeo nas redes sociais relatando o que afirma ter sofrido durante o ataque. Nas imagens, ela aparece com os olhos roxos e com o braço engessado enquanto faz um apelo para que o caso seja divulgado.

O crime aconteceu no sábado (7). De acordo com as autoridades, um homem que estava hospedado no hotel foi preso após perseguir e agredir a funcionária dentro do estabelecimento. O caso é investigado como tentativa de homicídio qualificado.

No vídeo divulgado posteriormente, a recepcionista afirma que também foi vítima de uma tentativa de estupro antes das agressões mais graves. Segundo o relato, o suspeito teria pulado o balcão da recepção e seguido a funcionária até o banheiro do hotel. Quando ela abriu a porta do local, o homem teria invadido o espaço e tentado agarrá-la.

A vítima contou que conseguiu reagir e empurrar o agressor, momento em que ele teria começado a desferir diversos socos. Ela afirma que, ao não conseguir cometer o estupro, o suspeito teria tentado enforcá-la. Em seguida, segundo o relato, ele pegou uma saboneteira de porcelana e passou a golpeá-la na cabeça.

Ainda conforme o depoimento da recepcionista no vídeo, um dos golpes teria causado um corte profundo em uma das mãos, com suspeita de lesão nos tendões. Ela relata que sofreu diversos ferimentos durante o ataque e que permanece abalada com a situação.

“Eu sofri uma violência muito grave, uma tentativa de estupro e, em seguida, uma tentativa de assassinato no meu local de trabalho”, afirmou a vítima na gravação, ao pedir que o caso seja divulgado para evitar que outras mulheres passem por situação semelhante.

Após o crime, a mulher foi socorrida e levada a um hospital da capital para atendimento médico. O suspeito foi localizado ainda no hotel e preso em flagrante. Durante o depoimento, ele permaneceu em silêncio, e a Justiça converteu a prisão em preventiva.

A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer todas as circunstâncias do ataque e apurar as acusações feitas pela vítima.

 

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