A partir desta terça-feira, 1º de abril, os medicamentos comercializados no Brasil poderão sofrer um reajuste anual de até 5,06%. O percentual máximo autorizado é calculado com base na inflação acumulada nos últimos 12 meses. No entanto, a estimativa é que o aumento médio nos preços fique em 3,48%, o menor registrado desde 2018, segundo projeção do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma).
O índice oficial de reajuste será divulgado nesta segunda-feira (31) pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão responsável por definir, anualmente, o teto dos preços dos remédios. A atualização ocorre por meio de uma resolução do Conselho de Ministros, que ainda aguarda publicação oficial.
O Sindusfarma orienta os consumidores a realizarem pesquisas de preço e a aproveitarem promoções e programas de desconto oferecidos por laboratórios e redes de farmácias. A recomendação visa reduzir o impacto do aumento nos orçamentos familiares e assegurar o acesso da população aos medicamentos.
A regulação de preços tem como objetivo coibir reajustes abusivos, manter o equilíbrio do setor diante dos custos de produção e garantir que os remédios continuem acessíveis à população. Apesar da autorização do reajuste, nem todos os produtos sofrerão aumento imediato. A decisão de aplicar os novos valores caberá a fabricantes, distribuidores e varejistas, respeitando os limites legais, e poderá ocorrer de forma gradual devido à concorrência no setor.