Projeto Rondon 2026 desenvolve ações de capacitação e desenvolvimento social em municípios do interior do Paraná com apoio do 30º Batalhão de Infantaria Mecanizado
O interior do Paraná é palco da 99ª edição do Projeto Rondon, que em 2026 está sob o nome operacional de Operação Pé Vermelho. Com mais de 250 rondonistas, entre universitários e professores vindos de 25 instituições de ensino superior, o projeto amplia o diálogo entre as universidades e as comunidades locais.
Durante a operação, que ocorre em 12 municípios da região, estão sendo realizadas oficinas e atividades práticas que abordam desde o uso de inteligência artificial e ferramentas digitais até temas de saúde mental e cultura. O evento ainda conta com o importante apoio do 30º Batalhão de Infantaria Mecanizado, responsável pela organização logística, segurança e condução das ações no campo.
Segundo dados oficiais, essas ações alcançam direta e indiretamente cerca de 98,6 mil habitantes, impactando significativamente o desenvolvimento social e capacitação da população local, conforme informação divulgada pelo g1.
Participação estadual estratégica das universidades públicas do Paraná
O Projeto Rondon tem forte presença das universidades estaduais do Paraná, que conduzem iniciativas de capacitação em diversas áreas. A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) atua em Godoy Moreira com oficinas de informática, inteligência artificial, sustentabilidade, turismo comunitário e prevenção de desastres naturais.
A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) participa com duas equipes em cidades distintas. Em Iretama, promove ações focadas em saúde mental, combate à violência e cuidados com os direitos de crianças e idosos. Em Santa Fé, a atenção está em temas como saúde integral da mulher, prevenção ao abuso infantil e uso sustentável de plantas medicinais.
Já a Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), com seus rondonistas do campus de Bandeirantes, concentra as atividades em Luiziana, promovendo oficinas sobre hortas ecológicas, produção alimentar segura, artesanato sustentável e capacitação em mídias sociais, além de tecnologias emergentes como inteligência artificial e realidade virtual.
Oficinas e atividades práticas voltadas para educação, trabalho, saúde e cultura
Em Jardim Alegre, rondonistas da IAU USP realizaram a oficina “Pacote Office e Inteligência Artificial”, capacitando os participantes para o uso de ferramentas digitais aplicadas ao cotidiano profissional, evidenciando o foco nos eixos de educação e trabalho.
Em Grandes Rios, a oficina de “Comunicação Não Violenta”, conduzida por rondonistas da UFAM, beneficiou servidores do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) com práticas de diálogo, escuta e resolução de conflitos, aprimorando o atendimento público.
Na área da saúde mental, o município de Iretama recebeu a oficina “Saúde Mental: Cuidando de Quem Cuida”, voltada para agentes sociais e estagiários do CREAS, destacando a importância do cuidado com os profissionais que atuam na rede de assistência social.
A cultura também é abordada de forma concreta. Em Barbosa Ferraz, a oficina “Cultura que Transforma – Captação de Recursos no Paraná”, ministrada pela UNITAU, orientou sobre financiamento cultural e fortalecimento das iniciativas locais.
Impacto histórico e relevância do Projeto Rondon no desenvolvimento regional
O Projeto Rondon, criado em 1967 e relançado oficialmente em 2004 sob coordenação do Ministério da Defesa, já envolveu mais de 26 mil rondonistas ao longo de sua história. Até hoje, beneficiou mais de 2 milhões de pessoas em 1.404 municípios brasileiros, fortalecendo a cidadania e reduzindo desigualdades regionais.
No Paraná, a trajetória do projeto segue consolidada com a operação que vem sendo desenvolvida ininterruptamente, sempre apoiada pelos governos estadual e municipal, além das Forças Armadas. Esse apoio é fundamental para a logística, comando e segurança das ações que visam o desenvolvimento social dos municípios envolvidos.
Com a Operação Pé Vermelho, o Projeto Rondon demonstra seu compromisso contínuo com a transformação social por meio do conhecimento acadêmico aplicado diretamente nas comunidades do interior paranaense, gerando impacto positivo na qualidade de vida e capacitação dos cidadãos.


