Um projeto de lei que tramita na Câmara Municipal de Curitiba propõe a inclusão de conteúdos e práticas pedagógicas voltadas ao desenvolvimento da empatia e da inteligência emocional no ensino básico da rede municipal. A proposta, apresentada pela vereadora Meri Martins (Republicanos), tem como foco a promoção de convivência respeitosa no ambiente escolar e o fortalecimento da formação cidadã dos estudantes.
O texto estabelece como diretrizes o incentivo à escuta ativa, ao respeito às diferenças, à resolução pacífica de conflitos e ao trabalho colaborativo. A iniciativa também busca estimular valores ligados à cidadania, solidariedade e responsabilidade social. O projeto relaciona ainda o desenvolvimento socioemocional à saúde mental e ao respeito a todas as formas de vida, incluindo ações educativas voltadas ao cuidado com os animais e à preservação do meio ambiente.
Caso seja aprovado, o conteúdo deverá ser incorporado ao cotidiano escolar por meio da integração do tema às práticas pedagógicas das unidades de ensino. Entre as possibilidades previstas estão rodas de conversa, atividades de escuta e diálogo, dinâmicas de grupo, projetos colaborativos e ações relacionadas à gestão de emoções e convivência escolar. A proposta permite que cada escola adapte as práticas conforme sua organização interna, mantendo a abordagem de forma contínua e articulada ao calendário pedagógico.
O projeto também prevê ações educativas que conectem empatia e responsabilidade coletiva, incentivando o cuidado com os animais e o respeito ao meio ambiente. A vigência está prevista para ocorrer 180 dias após a publicação, período que serviria para adaptação das escolas, planejamento pedagógico e organização das atividades dentro das rotinas educacionais.
Na justificativa, a autora defende que a educação voltada à empatia pode contribuir para a melhoria do ambiente escolar e para a prevenção de situações de violência e discriminação. O texto aponta que a iniciativa busca fortalecer o clima escolar, reduzir casos de bullying e outras formas de violência, além de contribuir para a saúde mental e para o desenvolvimento das relações interpessoais entre estudantes.
A proposta também menciona experiências nacionais e internacionais que indicam impactos positivos de longo prazo na formação de cidadãos mais conscientes e colaborativos, com maior sensibilidade a temas relacionados à proteção animal, sustentabilidade e bem-estar social. O projeto é apresentado como uma medida preventiva e educativa, voltada ao desenvolvimento de comportamentos e competências que influenciam diretamente o dia a dia das escolas.
Protocolado em 4 de fevereiro de 2026, o projeto foi submetido à autuação e à verificação interna da existência de propostas semelhantes, sem registro de matéria equivalente anterior na Câmara de Curitiba. Agora, a proposta deve passar pelas comissões temáticas antes de seguir para eventual votação em plenário.




