Vereador Renan Ceschin sugere que multas leves de trânsito possam ser convertidas em doações voluntárias de sangue e medula óssea, buscando aumentar os estoques e o cadastro de doadores em Curitiba
O município de Curitiba poderá ganhar uma nova lei que une responsabilidade social e mobilidade urbana. Um projeto de lei em análise na Câmara Municipal propõe que motoristas que recebam multas de trânsito de natureza leve possam optar por converter o valor da multa em doações voluntárias de sangue ou de medula óssea. A iniciativa, idealizada pelo vereador Renan Ceschin (Pode), visa ampliar os estoques de sangue e fortalecer a consciência cidadã no município.
De acordo com o projeto, os condutores poderão trocar o pagamento da multa por até duas doações voluntárias por ano, realizadas em unidades oficiais de hemoterapia. Para validar a opção, será necessário apresentar comprovantes com dados como nome completo, CPF, data da coleta, identificação da unidade, além da assinatura e carimbo do responsável técnico. Caso essas exigências não sejam cumpridas, o motorista deve pagar a multa normalmente.
Conforme informações divulgadas pela Câmara Municipal de Curitiba, a proposta destaca a importância de fortalecer o compromisso social e o engajamento dos cidadãos para garantir um estoque constante de sangue e medula óssea, que são essenciais para tratamentos médicos e emergências hospitalares.
Objetivos sociais e saúde pública envolvidos na proposta
O vereador Renan Ceschin ressalta que a principal motivação do projeto é sensibilizar a população para a contribuição voluntária em ações que salvam vidas. A medida pretende conciliar a penalização por infrações de trânsito com uma atitude positiva que beneficia toda a sociedade, reforçando a ideia de que a responsabilidade no trânsito pode ser acompanhada de compromisso social.
Ao incentivar a doação de sangue e de medula óssea, a proposta busca, além de ampliar os estoques, ampliar o cadastro de doadores e, com isso, reduzir o risco de escassez em situações de emergência. A iniciativa também visa fortalecer campanhas educativas que promovam a consciência cidadã e o engajamento voluntário.
Funcionamento e trâmites do projeto na Câmara Municipal
Protocolado no dia 17 de dezembro, o projeto está em fase de análise nas comissões temáticas da Câmara de Curitiba. Somente após a emissão dos pareceres pelos colegiados o texto poderá ser submetido ao plenário para votação. Caso aprovado pelos vereadores e sanção do prefeito, a lei entrará em vigor 120 dias após a publicação oficial no Diário Oficial do Município.
O projeto limita o uso da opção até duas vezes por ano para cada motorista, impedindo eventuais abusos e garantindo que a regra permaneça dentro de limites responsáveis e saudáveis para os bancos de sangue locais.
Exigências para comprovação e desafios da implementação
Para garantir a transparência e evitar fraudes, o condutor deverá apresentar documentação detalhada emitida pelas unidades oficiais de hemoterapia ou de cadastro de medula óssea. O comprovante incluirá informações essenciais para validar a doação, como nome completo, CPF, data da doação, identificação da unidade, além da assinatura e carimbo do técnico responsável.
O projeto prevê que, em caso de descumprimento dessas regras, o direito à conversão será perdido e o pagamento tradicional da multa deverá ser efetuado. Isso busca assegurar a seriedade da medida e proteger os interesses tanto do poder público quanto da sociedade.

