Projeto de lei em Curitiba propõe cassação de alvarás para comércio de materiais ilícitos com punição de cinco anos para responsáveis

Lei pretende endurecer controle de alvarás para estabelecimentos que vendem materiais ilegais e proteger o comércio legal em Curitiba

Um novo projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal de Curitiba propõe a cassação do alvará de funcionamento para estabelecimentos que comercializem materiais de origem ilícita. A medida busca endurecer a fiscalização do comércio local e combater a concorrência desleal gerada pela circulação desses produtos.

A proposta é do vereador Renan Ceschin (Pode), que estabelece ainda a suspensão por cinco anos do direito de solicitar nova licença para o mesmo ramo de atividade para os responsáveis pelo local. A iniciativa tem como objetivo proteger os comerciantes que atuam dentro da legalidade e inibir a propagação do comércio ilegal no Município.

Conforme a fonte divulgada pela Câmara Municipal de Curitiba, o projeto está em análise nas comissões temáticas e depende do parecer dos colegiados para ser levado ao plenário, podendo ser sancionado posteriormente pelo prefeito.

Origem ilícita dos materiais e justificativa do projeto

De acordo com o vereador Renan Ceschin, a comercialização e posse de materiais provenientes de furtos, roubos ou outras práticas criminosas sem documentação comprobatória não apenas estimulam a criminalidade como também prejudicam o comércio legítimo, causando concorrência desleal.

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Essa atividade ilegal compromete a ordem econômica e social, segundo ele, justificando a necessidade da lei. A cassação do alvará ocorrerá após infração comprovada pela documentação oficial, que pode incluir relatórios técnicos ou periciais apresentados pelas autoridades competentes.

Mecanismos de fiscalização e penalidades previstas

O projeto determina que os estabelecimentos deverão guardar notas fiscais e declarações de fornecedores por ao menos dois anos para comprovar a origem do material comercializado.

A ausência desses documentos será considerada um indício de irregularidade, podendo acarretar abertura de procedimento administrativo e, consequentemente, a cassação definitiva do alvará. Além disso, o responsável será impedido de solicitar nova licença para o mesmo ramo em Curitiba por cinco anos.

Trâmite e possíveis impactos

O protocolo do projeto aconteceu no dia 13 de janeiro e, segundo a Câmara Municipal, seguirá as etapas normais de análise. Caso aprovado e sancionado, entrará em vigor na data da publicação no Diário Oficial do Município.

Essa iniciativa reforça o compromisso com a legalidade comercial e a proteção dos empreendedores que atuam dentro das normas, contribuindo para a ordem econômica e segurança da população.

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