Estado amplia cobertura do Programa Bons Olhos Paraná com R$ 64 milhões para consultas e óculos a estudantes de 6 a 17 anos
O governo do Paraná lançou a segunda fase do Programa Bons Olhos Paraná, que vai atender cerca de 540 mil crianças e adolescentes da rede pública com exames oftalmológicos e entrega gratuita de óculos.
A ação, coordenada pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social e Família (Sedef) e anunciada pelo governador em exercício Darci Piana, prevê investimento de R$ 64 milhões e contempla alunos do Ensino Fundamental, Médio e das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAEs) em 275 municípios.
Segundo o secretário Rogério Carboni, o programa ajuda a combater a baixa visão infantil e contribui para a melhora da aprendizagem com a detecção precoce de problemas visuais, em especial nas regiões com maior vulnerabilidade social. Conforme informação divulgada pelo governo do Paraná.
Ampliação do atendimento permite alcançar municípios com maior necessidade e melhora qualidade educacional
Na nova fase, o programa ampliou sua abrangência incluindo cidades de pequeno e médio porte, priorizando os locais ainda não atendidos na primeira etapa, concluída em 2025. Com isso, dos 399 municípios do estado, apenas 31 ainda não receberam o benefício.
A prioridade no atendimento a municípios menores visa garantir maior equidade no acesso a serviços oftalmológicos especializados, concentrando esforços onde o atendimento é mais escasso. A ideia é garantir conforto e qualidade visual, por meio de óculos com lentes antirreflexo e armações de acetato.
Essa ampliação contribui para que o Paraná mantenha sua posição de destaque na educação, já considerada a melhor do país, ao melhorar a visão e o aproveitamento escolar das crianças e adolescentes.
Funcionamento itinerante e encaminhamentos para casos complexos fortalecem o programa
O programa funciona itinerantemente com consultórios instalados em carreta e ônibus, que percorrem todo o estado realizando triagens, consultas oftalmológicas e exames especializados.
Quando são identificadas patologias mais complexas, como estrabismo ou alterações na retina, os estudantes são encaminhados para tratamento na rede pública de saúde.
Na região metropolitana de Curitiba, o município de Campo Magro foi o primeiro a receber o atendimento nesta segunda fase. Para o prefeito Rilton Boza, a iniciativa é fundamental para proporcionar uma melhor qualidade de vida e um novo olhar ao futuro dos estudantes.
Programa torna-se política pública permanente para garantir cuidados contínuos à saúde ocular
Com o objetivo de manter e ampliar o atendimento, o governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou a Lei nº 22.885/2025, transformando o Bons Olhos Paraná em uma política pública permanente. Dessa forma, o programa integra as ações nas áreas de saúde, educação e assistência social estaduais.
Os recursos das próximas fases virão do Fundo para a Infância e Adolescência (FIA), deliberados pelo Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca/PR), consolidando o compromisso do governo em prevenir casos de cegueira e baixa visão em crianças e adolescentes.
De acordo com o secretário Rogério Carboni, “foi aprovada uma lei após o Governo do Estado encaminhar o projeto à Assembleia Legislativa, com aval dos deputados no ano passado e sancionado pelo governador Ratinho Junior. É um programa que veio para ficar, porque a necessidade de visão, de acuidade visual, é permanente”.
Resultados da primeira fase destacam o sucesso do programa e sua importância social
Na primeira fase, lançada em abril de 2025, o programa realizou 84 mil atendimentos oftalmológicos e 55 mil testes ortópticos, superando a meta inicial de 67.128 e 14.500, respectivamente. Foram entregues 8.309 óculos gratuitamente a estudantes e atendidos 93 municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), com aporte de R$ 5,5 milhões.
O acesso facilitado e o atendimento de qualidade proporcionados pelo Bons Olhos Paraná têm evitado que crianças só descubram problemas de visão tardiamente. Conforme ressalta o secretário, “muitas só percebem que têm deficiência visual aos 10, 11 anos, sendo que em 90% dos casos de cegueira, se houver exame precoce, é possível evitar”.
Com a continuidade e ampliação do programa, o Paraná reforça seu compromisso com a saúde ocular e a educação de suas crianças e adolescentes, garantindo um futuro melhor e mais inclusivo para todos.





