Processo contra Lórens Nogueira avança e vereador será ouvido no dia 15 de julho

A Comissão Processante 1/2026 da Câmara Municipal de Curitiba concluiu, nesta quinta-feira (2), a fase de oitivas das testemunhas e informantes no Processo Ético-Disciplinar (PED) 2/2026, que apura uma denúncia contra o vereador Lórens Nogueira (PP). Com o encerramento dessa etapa, o parlamentar foi convocado para prestar depoimento no próximo dia 15 de julho, às 9h.

A reunião foi realizada em turno único, teve duração aproximada de três horas e meia e marcou o fim da fase destinada à coleta de depoimentos. Durante o procedimento, Lórens Nogueira acompanhou o início das oitivas e, ao longo da sessão, foi representado pelo advogado Jefferson Costa Vilela Pereira, que participou da inquirição dos depoentes.

Nesta quinta-feira, foram ouvidos Tatiana Lima, Paulo Azevedo, Laura Bianchi, Thiago Barbosa Furtado, Elisabeth Lourenço, Márcia Rebellato e Lawrence Nogueira. Os pais do vereador, Tatiana Lima e Lawrence Nogueira, prestaram informações na condição de informantes, enquanto os demais participaram como testemunhas indicadas pela defesa.

Segundo a Comissão Processante, das 27 pessoas inicialmente relacionadas para depor ao longo dos dois dias de oitivas, oito acabaram dispensadas pela defesa. Na quarta-feira (1º), sete pessoas foram ouvidas pela manhã e cinco durante a tarde.

Assim como ocorreu no primeiro dia de depoimentos, a sessão não foi transmitida ao vivo. A medida teve como objetivo preservar a incomunicabilidade entre os depoentes e evitar que um testemunho influenciasse outro. As gravações serão disponibilizadas após o encerramento da fase de instrução.

Com a conclusão das oitivas, a próxima etapa será o depoimento do próprio Lórens Nogueira, que poderá apresentar sua versão sobre os fatos investigados. O vereador terá assegurados o direito ao contraditório, à ampla defesa e também o direito de permanecer em silêncio, sem prejuízo ao processo.

A fase de instrução teve início após a Comissão Processante rejeitar, por unanimidade, o pedido de arquivamento da denúncia. Além dos depoimentos, essa etapa compreende a análise de documentos e demais provas antes da elaboração do parecer final.

A Comissão Processante foi instalada em 1º de junho, após o plenário da Câmara aprovar, por 35 votos favoráveis e um contrário — do próprio vereador denunciado —, o recebimento da representação apresentada pela bancada do Partido Novo.

O processo teve origem após a Operação Déjà-Vu, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná. Após análise da Corregedoria da Câmara, o caso foi encaminhado diretamente ao plenário, que autorizou a abertura da Comissão Processante.

Encerrada a fase de instrução e apresentados os memoriais da defesa, a comissão emitirá parecer pela procedência ou improcedência da denúncia. Caso recomende a cassação, a decisão final caberá ao plenário da Câmara Municipal de Curitiba, que deverá deliberar por votação nominal, sendo necessários os votos favoráveis de dois terços dos vereadores para eventual perda do mandato.

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