A cadela comunitária Pretinha, conhecida por viver ao lado do cão Orelha na região da Praia Brava, morreu na noite de segunda-feira, dia 9, após enfrentar um quadro grave de saúde. A morte ocorreu por volta das 20h30 e foi consequência de falência renal associada a complicações da dirofilariose, uma doença parasitária de evolução silenciosa e severa.
Pretinha estava em tratamento intensivo desde janeiro, quando foi retirada das ruas. O acolhimento ocorreu após a repercussão nacional do caso de agressão contra Orelha, episódio que acabou revelando a condição clínica delicada da cadela, até então pouco perceptível no cotidiano das pessoas que conviviam com os animais na praia.
Conhecida entre moradores e frequentadores da região, Pretinha era vista constantemente ao lado de Orelha. Após a morte da mãe da cadela, os dois passaram a permanecer juntos de forma contínua, consolidando uma convivência que durou anos. O vínculo chamou a atenção de protetores e profissionais que acompanhavam os animais comunitários da área.
Com o agravamento do estado de saúde e a perda do companheiro, Pretinha passou por sucessivas internações. Apesar do suporte veterinário e do acompanhamento após a adoção, o estágio avançado da doença limitou as possibilidades de recuperação, levando ao desfecho na noite de segunda-feira.
O caso reacende o debate sobre a situação dos animais comunitários no Brasil. A história de Pretinha evidencia como doenças graves podem evoluir sem diagnóstico em animais que vivem nas ruas, mesmo quando recebem cuidados informais da comunidade. A ausência de políticas públicas estruturadas para esse grupo segue sendo um desafio em diferentes regiões do país.
A trajetória de Pretinha e Orelha ultrapassou os limites da Praia Brava e se tornou símbolo da realidade enfrentada por animais comunitários, destacando a importância do acolhimento, da vigilância sanitária e da responsabilidade coletiva na proteção animal.





