O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio do Núcleo Regional de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou na manhã desta quinta-feira (12) a segunda fase da Operação Off Label. A ação investiga possíveis crimes relacionados ao comércio ilegal de medicamentos para emagrecimento proibidos no Brasil.
Entre os investigados estão dois policiais civis: um que está afastado das funções e outro aposentado. A operação contou com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do Rio de Janeiro, da Polícia Civil de Londrina e da Corregedoria-Geral da Polícia Civil.
Durante a ofensiva, foram cumpridos mandados de prisão contra um policial aposentado, localizado em Cascavel, e contra um suspeito em Foz do Iguaçu. Também foram executadas ordens de busca e apreensão em sete endereços residenciais nas cidades de Londrina, Foz do Iguaçu, Cascavel e Rio de Janeiro.
De acordo com o Ministério Público, o inquérito foi instaurado após a localização, no dia 27 de janeiro, de um pacote contendo aproximadamente 100 ampolas do medicamento tirzepatida dentro de um ônibus intermunicipal. O produto, de procedência ignorada, é proibido no Brasil por resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Segundo as investigações, no dia seguinte à apreensão do material, um policial civil afastado teria utilizado arma de fogo e um distintivo falso para coagir funcionários da empresa de transporte. Sob o argumento de que realizava uma diligência oficial, ele teria subtraído o pacote com o medicamento, avaliado em cerca de R$ 70 mil.
A primeira fase da Operação Off Label foi deflagrada em 6 de fevereiro. Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e duas pessoas foram presas, entre elas o policial civil de Londrina, que permanece detido. Ele é investigado pelos crimes de roubo majorado, com uso de arma de fogo e participação de mais de uma pessoa, além de distribuição e venda ilegal de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.
Nesta nova etapa, as diligências têm como objetivo localizar medicamentos de origem estrangeira, drogas ilícitas, valores em dinheiro, além de dispositivos eletrônicos e documentos que possam ajudar a comprovar a materialidade e a autoria dos crimes investigados.



