A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (26), a Operação Cyber Trace, com foco no combate à exploração e à violência sexual contra crianças e adolescentes. A ação foi concentrada em Curitiba, onde foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão.
Os endereços alvos da operação estão ligados a investigados suspeitos de envolvimento nos crimes de estupro de vulnerável, além de produção, comercialização e compartilhamento, pela internet, de imagens de crianças e adolescentes em situação de abuso sexual. Durante o cumprimento das ordens judiciais, um homem foi preso em flagrante por manter arquivos relacionados à exploração sexual infantojuvenil.
As investigações tiveram início a partir de informações repassadas pelas polícias da Espanha e da Alemanha, somadas a denúncias enviadas pela população por meio do canal ComunicaPF e a dados obtidos em monitoramento realizado pela própria Polícia Federal. Equipamentos eletrônicos utilizados pelos investigados foram apreendidos e serão submetidos à perícia para aprofundar a apuração dos fatos.
Embora a legislação brasileira ainda utilize o termo “pornografia” no artigo 241-E do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990) para definir situações que envolvam crianças ou adolescentes em atividades sexuais explícitas, reais ou simuladas, ou na exibição de órgãos genitais para fins predominantemente sexuais, a comunidade internacional recomenda a adoção de expressões como “abuso sexual” ou “violência sexual de crianças e adolescentes”, por refletirem de forma mais precisa a gravidade das condutas praticadas e o impacto sobre as vítimas.
A Polícia Federal também reforçou o alerta aos pais e responsáveis quanto à necessidade de acompanhar e orientar crianças e adolescentes no ambiente virtual e no cotidiano. Conversas abertas sobre os riscos da internet, orientação sobre o uso seguro de redes sociais, jogos e aplicativos, além do monitoramento das atividades on-line, são apontadas como medidas fundamentais de proteção. Mudanças de comportamento, como isolamento repentino ou excesso de sigilo em relação ao uso de dispositivos eletrônicos, podem indicar situações de risco.
A instituição destaca ainda a importância de ensinar menores a reagirem diante de contatos inadequados, reforçando que devem buscar ajuda sempre que se sentirem ameaçados. Segundo a PF, a prevenção e a informação são ferramentas essenciais para a proteção e o bem-estar de crianças e adolescentes.
Denúncias de casos de abuso ou exploração sexual infantojuvenil podem ser feitas pelos canais Disque 100, ComunicaPF ou SaferNet. A Polícia Federal afirma que mantém equipes especializadas para investigar esse tipo de crime e ressalta que a colaboração da população pode contribuir diretamente para a proteção de vítimas.




