Pitaia na alimentação escolar em 2026 cresce 20% no Paraná e fortalece agricultura familiar

Incluir a pitaia na alimentação escolar do Paraná em 2026 reforça a oferta de alimentos nutritivos e estimula a produção da agricultura familiar

A rede estadual de ensino do Paraná deve receber, em 2026, um total de 48 toneladas de pitaia in natura, volume cerca de 20% maior comparado ao ano anterior. No primeiro trimestre deste ano, 297 escolas de 71 municípios já foram atendidas, ampliando a diversidade nutricional oferecida aos estudantes e valorizando a produção local da fruta.

A pitaia, também conhecida como fruta-do-dragão, é rica em fibras, vitaminas A, C e E, e minerais como ferro e magnésio, além de ter baixo teor calórico. Ela contribui para a regulação intestinal e controle dos níveis de açúcar no sangue, sendo servida in natura, em sucos ou saladas nas escolas. Conforme informações divulgadas por órgãos estaduais do Paraná, essa iniciativa resultado de um projeto piloto iniciado em 2024 pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar) já beneficia cerca de 300 mil estudantes, cerca de um terço do total da rede pública estadual.

Além de ampliar a qualidade da alimentação escolar, a inclusão da pitaia fortalece a agricultura familiar do Paraná, que reúne aproximadamente 47,9 mil famílias rurais, sendo 17 mil fornecedoras ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Essas famílias representam quatro quintos dos empreendimentos rurais do estado e cultivam uma diversidade de produtos que agora incluem a pitaia.

Expansão da produção e impacto econômico da pitaia no Paraná

O Paraná é o quarto maior produtor nacional de pitaia, segundo dados recentes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). A fruta tem cultivo concentrado em 155 municípios, com destaque para Cornélio Procópio, Maringá, Cascavel, Apucarana, Jacarezinho e Curitiba, que juntos representam 82% da produção estadual, totalizando 3,1 mil toneladas ao ano.

A atividade envolve manejo intensivo e colheita manual, mobilizando centenas de famílias em regiões estratégicas do estado. Apenas na região de Cornélio Procópio, 449 famílias estão envolvidas na cultura; em Maringá são 928, em Apucarana 931 e em Cascavel 151. Em 2024, a produção estadual alcançou 3,8 mil toneladas em 333 hectares, com um Valor Bruto da Produção (VBP) estimado em R$ 41,7 milhões, reforçando seu impacto econômico e social.

Conexão entre saúde, educação e economia local na alimentação escolar

Para o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, a pitaia na alimentação escolar representa uma política que une saúde, educação e desenvolvimento econômico local. Ele destaca que a iniciativa não apenas leva opções saudáveis e nutritivas aos estudantes, como também gera renda e incentiva o fortalecimento da agricultura familiar no campo.

A diretora-presidente do Fundepar, Eliane Teruel Carmona, ressalta a boa aceitação da fruta nas escolas e a organização da cadeia produtiva que vem se consolidando. Ela avalia que a ampliação nas entregas ao longo dos anos reflete esse sucesso, impactando diretamente a alimentação dos estudantes e a cadeia produtiva rural.

Diversificação alimentar e valorização de produtos regionais

Além da pitaia, a Secretaria de Estado da Educação tem ampliado a oferta de alimentos regionais e nutritivos na merenda escolar. Em 2025, produtos como guabiroba, juçara e araçá já fazem parte do cardápio em 226 escolas, enquanto água de coco e pão de queijo foram incorporados entre 2025 e 2026, com distribuição ampliada para as 2.080 unidades da rede estadual.

Essa estratégia visa diversificar e qualificar a alimentação dos estudantes, valorizando sabores e produtores locais. O uso da pitaia complementa esse esforço, inserindo uma fruta exótica, saudável e produzida por agricultores familiares, alinhando saúde, valorização regional e sustentabilidade da produção agrícola.

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