Piloto da Latam é preso dentro de avião suspeito de integrar rede de exploração sexual infantil

Foto: Reprodução/ Redes Sociais.

A Polícia Civil prendeu, na manhã desta segunda-feira (9), um piloto de avião suspeito de participação em uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes. A prisão ocorreu dentro de uma aeronave da Latam, durante procedimentos de embarque no aeroporto de Congonhas, na capital paulista.

O investigado, identificado como Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, também foi alvo de mandado de busca e apreensão em sua residência, localizada em Guararema. Durante a operação, policiais da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia, vinculada ao Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), apreenderam um computador, um telefone celular e documentos que devem auxiliar no avanço das investigações.

As apurações tiveram início em 2025 e, até o momento, identificaram três vítimas, que tinham entre 11 e 15 anos na época dos fatos. De acordo com a Polícia Civil, há indícios de que os crimes faziam parte de uma estrutura organizada, com divisão de tarefas e atuação coordenada entre os envolvidos. A corporação trabalha com a possibilidade de identificação de novos suspeitos e vítimas com o andamento das diligências.

A chamada Operação Apertem os Cintos resultou no cumprimento de dois mandados de prisão temporária e oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados. Entre os presos está também uma mulher de 55 anos, suspeita de receber dinheiro para entregar as próprias netas ao piloto. A ação mobilizou 32 policiais civis e 14 viaturas.

Os investigados são apurados por crimes como estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição, produção e compartilhamento de material pornográfico envolvendo menores e perseguição. As investigações seguem em andamento.

Em nota oficial, a Latam informou que tomou conhecimento da ocorrência durante o embarque do voo LA3900, que fazia a rota entre São Paulo (Congonhas) e Rio de Janeiro (Santos Dumont). A empresa afirmou que abriu procedimento interno para apuração dos fatos e que está colaborando com as autoridades. A companhia também destacou que repudia qualquer prática criminosa e reforçou seu compromisso com padrões de segurança e conduta.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que busca aprofundar a apuração sobre a possível atuação da rede e a extensão dos crimes.

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