A Petrobras anunciou, na última segunda-feira (26), uma redução de R$ 0,14 no preço da gasolina vendida às distribuidoras, válida a partir desta terça-feira (27). Com a medida, o valor médio do litro passou para R$ 2,57, o que representa uma queda de 5,2% no preço praticado pela estatal.
No Paraná, a expectativa é de que a redução resulte em um recuo aproximado de R$ 0,09 no valor final ao consumidor. No entanto, segundo a Paranapetro, entidade que representa os postos de combustíveis no estado, essa diminuição não deve ser imediata. A principal razão é que os postos não compram o produto diretamente das refinarias, mas das distribuidoras, que ainda precisam repassar o novo preço.
De acordo com a entidade, enquanto as distribuidoras não ajustarem seus valores, os postos não conseguem reduzir o preço cobrado nas bombas. A Paranapetro também destaca que, historicamente, os aumentos costumam ser repassados com maior rapidez do que as reduções, o que contribui para a percepção de demora no efeito para o consumidor final.
A Petrobras, por sua vez, afirma que a diminuição no preço da gasolina tende a contribuir para a desaceleração da inflação, já que o combustível possui peso relevante no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A empresa ressalta, contudo, que o valor cobrado nos postos não depende apenas do preço praticado pela estatal, pois sofre influência de fatores como impostos, custos de transporte e margem de lucro da revenda.
Assim, embora a redução anunciada represente um alívio potencial para os consumidores, o impacto efetivo nos preços praticados nos postos deve ocorrer de forma gradual, conforme os estoques forem renovados e os novos valores chegarem às distribuidoras e à revenda.


