Uma pesquisa de opinião realizada pelo Paraná Pesquisas em Curitiba entre os dias 22 e 25 de janeiro de 2026 indica que a maior parte da população tomou conhecimento do novo protocolo municipal para a internação de dependentes químicos em situação de rua e demonstra apoio à medida. O levantamento avaliou tanto o nível de informação dos moradores quanto a percepção sobre os efeitos da política pública e o papel do poder público em situações de risco grave.
De acordo com os dados, 68,8% dos entrevistados afirmaram ter ficado sabendo da determinação do prefeito Eduardo Pimentel sobre o novo protocolo, que prevê a possibilidade de internação mesmo sem consentimento, desde que haja risco grave à própria vida ou à de terceiros e após avaliação médica. Outros 31,2% disseram não ter tomado conhecimento da medida.
Quando questionados sobre a posição em relação à internação involuntária de dependentes químicos nessas condições, 86% declararam ser favoráveis. O percentual dos que se colocaram contra foi de 8,4%, enquanto 3,1% afirmaram que a resposta depende da situação. Já 2,5% não souberam ou preferiram não opinar.
A pesquisa também investigou a percepção sobre os impactos da política. Para 83,5% dos entrevistados, a internação involuntária pode contribuir para reduzir o número de dependentes químicos em situação de rua na capital paranaense. Outros 10,5% acreditam que a medida não trará esse efeito, e 3,9% consideram que a redução ocorreria apenas em parte. O grupo que não soube ou não quis responder somou 2,1%.
Outro ponto abordado foi o posicionamento sobre a intervenção do poder público em contextos de risco grave. Segundo o levantamento, 89,4% concordam que o Estado deve intervir para proteger a vida da própria pessoa e de terceiros, mesmo quando não há concordância do indivíduo no momento do atendimento. Já 6% discordam dessa atuação, enquanto 2,4% afirmaram que a decisão depende da situação específica. O índice de não resposta foi de 2,2%.
A pesquisa foi realizada com 802 moradores de Curitiba, por meio de entrevistas presenciais. A amostra é considerada representativa da população do município, com nível de confiança de 95% e margem de erro aproximada de 3,5 pontos percentuais. A seleção dos entrevistados seguiu critérios proporcionais de gênero, faixa etária, escolaridade e nível econômico, com auditoria de parte dos questionários para controle de qualidade.
Os resultados mostram que o novo protocolo já é conhecido por uma parcela expressiva da população e encontra respaldo majoritário entre os moradores da cidade. Além disso, a maioria associa a medida à possibilidade de redução de pessoas em situação de rua e apoia a atuação do poder público em cenários de risco grave, dentro dos critérios médicos e legais estabelecidos.

