Penitenciária Central do Estado alcança 100% na coleta de DNA e assume liderança no Paraná

Penitenciária Central do Estado conclui etapa histórica ao coletar DNA de todos os custodiados, garantindo autonomia e potencializando investigações criminais no Paraná

A Penitenciária Central do Estado – Unidade de Segurança (PCE-US), em Piraquara, atingiu a marca inédita de 100% das coletas de DNA dos 1.890 custodiados, tornando-se a primeira unidade prisional do Paraná com total autonomia para realizar esse processo. A ação foi resultado de uma parceria entre a Polícia Penal do Paraná (PPPR) e a Polícia Científica do Paraná (PCIPR).

Com equipes capacitadas para executar a coleta dentro da própria rotina da unidade, a PCE-US agora atua também como multiplicadora desse conhecimento, possibilitando que o método seja ampliado para outras regiões do estado. Essa conquista representa um avanço significativo no apoio às investigações criminais por meio do Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG), ferramenta essencial para identificar autores de crimes e conectar diferentes ocorrências.

Conforme informação divulgada pela Polícia Penal do Paraná, o mutirão que garantiu as coletas seguiu padrões rigorosos, assegurando a qualidade, a rastreabilidade e a segurança das amostras coletadas.

Modelo pioneiro e capacitação técnica como diferencial

O grande diferencial alcançado pela PCE-US foi a capacitação dos policiais penais. Através desse treinamento, os profissionais estão aptos a conduzir as coletas genéticas de forma autônoma e precisa, preservando a cadeia de custódia do material com rigor técnico. Segundo Olival Monteiro, diretor da PCE-US, essa autonomia representa um marco relevante para a categoria e aumenta a eficiência do sistema prisional.

Monteiro destaca que, além de acelerar as investigações, essa capacitação possibilita que os policiais penais treinados se tornem multiplicadores do conhecimento, auxiliando outras unidades a implementarem o procedimento.

Impacto na segurança pública e na elucidação de crimes

O trabalho conjunto entre PPPR e PCIPR já soma aproximadamente 16 mil coletas genéticas no sistema prisional paranaense. Ao inserir os perfis no Banco Nacional de Perfis Genéticos, a iniciativa favorece o cruzamento automático com vestígios coletados em cenas de crimes em todo o país. Isso é fundamental para a identificação de suspeitos, conexão entre diferentes casos e avanços significativos em investigações complexas, inclusive de crimes antigos.

Ciro Pimenta, diretor-geral da Polícia Científica do Paraná, ressalta que a ampliação dessa base de dados é uma estratégia crucial para a perícia criminal, aumentando as chances de elucidação e formalização de provas que auxiliam o sistema de justiça.

Expansão estratégica do programa em todo o Paraná

A iniciativa da PCE-US faz parte de um esforço contínuo para modernizar e otimizar os procedimentos no sistema prisional do Paraná. A expectativa é que o modelo pioneiro seja gradativamente adotado por outras penitenciárias estaduais, promovendo a inclusão da coleta de material genético como um procedimento padrão e obrigatório ao ingresso de qualquer pessoa privada de liberdade no sistema prisional.

Esse planejamento estratégico reforça o compromisso com a eficiência, a transparência e o avanço da segurança pública, através do investimento constante em ciência aplicada e capacitação dos servidores. A Penitenciária Central do Estado assume assim papel de referência nesta área no Paraná, abrindo caminho para uma rede prisional mais integrada e tecnologicamente preparada para apoiar a justiça criminal.

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