PCPR cumpre 58 mandados contra rede de tráfico que atuava no Oeste e Sudoeste do Brasil

PCPR deflagra operação em três estados para desmontar organização criminosa focada em tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) iniciou hoje uma ação abrangente para combater uma complexa rede de tráfico no Oeste e Sudoeste do Brasil. No total, 58 mandados judiciais estão sendo cumpridos simultaneamente em cidades do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

A operação visa interromper as atividades ilícitas, com foco na apreensão de drogas, cumprimento de prisões preventivas, além do bloqueio de recursos financeiros. Conforme informação divulgada pela Polícia Civil do Paraná, a ofensiva é resultado de uma investigação iniciada em agosto de 2025, após a prisão de uma mulher transportando mais de dois quilos de crack em ônibus de linha.

Agora, a PCPR conta com apoio das polícias civis locais em Concórdia (SC) e Campo Grande (MS). O uso de helicópteros e cães farejadores reforça as ações, garantindo eficácia na apreensão e cumprimento dos mandados, evitando a dispersão dos suspeitos.

Detalhes da operação e cidades envolvidas

Os mandados são executados em Pato Branco, Clevelândia, Mariópolis, Cascavel e Quedas do Iguaçu, todas no Paraná, além de Concórdia, em Santa Catarina, e Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Ao todo, são 24 mandados de prisão preventiva e 34 de busca e apreensão domiciliar, incluindo ainda o bloqueio e sequestro de ativos financeiros da organização criminosa.

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A ação envolve a utilização de recursos técnicos avançados para garantir a eficiência, uma vez que a investigação identificou um grupo estruturado com divisão clara de funções, hierarquizado e dedicado à compra, transporte e venda de entorpecentes, principalmente crack e cocaína.

Metodologia da organização criminosa

Segundo a investigação, a droga era trazida do Mato Grosso do Sul para o Paraná por meio de mulheres que viajavam em ônibus de linha, algumas acompanhadas dos filhos, com o objetivo de despistar a fiscalização. Essa estratégia demonstra o planejamento da organização para dificultar as ações policiais.

A liderança do grupo estava sob a tutela de um indivíduo custodiado em um sistema prisional no Mato Grosso do Sul. Mesmo detido, ele comandava rotas de transporte, coordenava a distribuição dos entorpecentes e gerenciava o fluxo financeiro, utilizando contas bancárias de terceiros para ocultar a origem ilícita dos valores, conforme explicou a delegada Franciela Alberton.

Participação de mulheres e impacto da ação policial

Mais da metade dos integrantes identificados no esquema são mulheres, que exerciam papéis estratégicos na logística, transporte, distribuição e gestão financeira. Essa característica reforça a complexidade da rede e o desafio para as investigações.

Além das prisões e apreensões, a operação pretende recolher novos elementos de prova para aprofundar a repressão a esse tipo de crime. O emprego de tecnologia, como o helicóptero e cães de faro, assegura mobilidade e rapidez para o cumprimento simultâneo dos mandados.

Essa ofensiva representa um avanço relevante na luta contra o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro na região, demonstrando a coordenação entre forças policiais dos três estados para enfraquecer organizações criminosas que atuam de forma estruturada e internacionalizada.

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