Parques de montanha do Paraná quase dobram número de visitantes em cinco anos

Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST

Considerado o berço do montanhismo no Brasil desde a conquista do Pico Olimpo, no Conjunto Marumbi, em 1879, o Paraná registra um aumento expressivo na prática do esporte nas áreas naturais protegidas do Estado. Dados do Instituto Água e Terra (IAT) mostram que a visitação em parques estaduais de montanha cresceu de forma significativa nos últimos anos.

De acordo com levantamento do órgão ambiental, os parques estaduais Serra da Baitaca, Pico do Marumbi e Pico Paraná tiveram um crescimento de 93,7% no número de visitantes entre 2021 e 2025. O total passou de 63.423 visitantes em 2021 para 122.847 em 2025, evidenciando o avanço do turismo de natureza e da prática do montanhismo nas Unidades de Conservação administradas pelo Estado.

Entre os três parques, o maior crescimento foi registrado no Parque Estadual Serra da Baitaca, localizado entre os municípios de Piraquara e Quatro Barras. O local saltou de 42.208 visitantes em 2021 para 88.209 em 2025, um aumento de 109%.

o Pico Paraná, situado entre Campina Grande do Sul e Antonina, recebeu 15.056 visitantes em 2025, contra 8.304 em 2021, crescimento de 81,3%. O Parque Estadual Pico do Marumbi, que abrange áreas de Morretes, Piraquara e Quatro Barras, também registrou aumento na procura, passando de 12.911 para 19.582 visitantes, alta de 51,7% no período analisado.

Segundo o diretor de Patrimônio Natural do IAT, Rafael Andreguetto, o crescimento da visitação está ligado a diferentes fatores, entre eles o aumento da prática de esportes ao ar livre, a proximidade dos parques com a Região Metropolitana de Curitiba e melhorias realizadas na infraestrutura das unidades.

Com mais de 122 mil visitantes, os parques de montanha representaram 18,45% do total de turistas registrados nas Unidades de Conservação do Paraná em 2025, que somaram 665.710 pessoas ao longo do ano.

A chefe dos parques estaduais Serra da Baitaca e Pico Paraná, Marina Rampim, destaca que a procura crescente reforça a importância do contato da população com áreas naturais, mas também exige responsabilidade ambiental. Segundo ela, o objetivo é incentivar o turismo aliado à conscientização e à preservação.

Cadastro reforça segurança dos visitantes

Com o aumento do fluxo de turistas, o Instituto Água e Terra também reforça medidas de segurança para quem frequenta as trilhas e áreas de escalada. Um dos procedimentos obrigatórios é o preenchimento de cadastro na entrada das Unidades de Conservação, que deve ser finalizado também na saída do visitante.

De acordo com o gerente de Áreas Protegidas do IAT, Jean Alex dos Santos, o registro permite acompanhar o tempo de permanência dos visitantes e identificar rapidamente situações em que possa ser necessário acionar equipes de resgate.

No cadastro, os frequentadores informam dados como contato de emergência, condições de saúde, preparo físico e experiência em ambientes de montanha, além de indicar equipamentos de segurança utilizados durante a atividade.

Os visitantes também recebem orientações sobre o acesso às trilhas, incluindo recomendações de vestimenta adequada, alimentação, hidratação e segurança. Entre as principais orientações está a recomendação de não realizar trilhas sozinho, sendo indicado que os grupos tenham pelo menos três pessoas.

Para quem não conhece os percursos ou não possui experiência em ambientes montanhosos, o órgão também recomenda a contratação de guias ou condutores especializados.

Crescimento deve continuar

O IAT destaca que cada Unidade de Conservação possui regras específicas de visitação e orienta que os interessados consultem previamente as informações disponíveis no site oficial do instituto antes de iniciar a atividade.

Entre as iniciativas previstas para ampliar ainda mais o turismo de natureza no Estado estão a elaboração do plano de uso público do Pico Paraná, a reabertura do camping no Marumbi e melhorias estruturais em pontos estratégicos da Serra da Baitaca.

A expectativa é que essas ações mantenham o crescimento da visitação e consolidem o montanhismo como uma das marcas do turismo no Paraná.

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