O Paraná alcançou em 2025 o menor índice de desemprego da sua história, tanto no recorte anual quanto no trimestral. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação no Estado ficou em 3,2% no quarto trimestre e fechou o ano em 3,6%, o melhor resultado já registrado.
O desempenho supera a média nacional. No mesmo período, o Brasil apresentou taxa de 5,1% no último trimestre e média anual de 5,6%. No Paraná, o índice de 2025 representa queda de 0,5 ponto percentual em relação a 2024, quando a taxa era de 4,1%. Entre os homens, a desocupação ficou em 3,3% e, entre as mulheres, em 3,9%.
O Estado possui 9,8 milhões de pessoas com 14 anos ou mais em idade de trabalhar. Desse total, 6,47 milhões compõem a força de trabalho, grupo que reúne tanto os ocupados quanto aqueles que buscam uma vaga. Dentro desse contingente, 6,26 milhões estão empregados, enquanto 205 mil permanecem desocupados.
Entre os trabalhadores ocupados, 3,45 milhões atuam no setor privado. Desses, 80,7% têm carteira assinada, o que corresponde a 2,78 milhões de empregos formais — também o maior número da série histórica. No setor público, há 652 mil pessoas empregadas. Além disso, 1,9 milhão de trabalhadores exercem atividades informais.
Segundo o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o crescimento econômico do Estado tem contribuído para a geração de empregos. Ele afirma que o Paraná se consolidou como a quarta maior economia do Brasil nos últimos anos, com avanço do Produto Interno Bruto acima da média nacional, e destaca que a inovação do setor produtivo tem impulsionado vagas em diferentes áreas, do campo aos serviços.
A trajetória de queda no desemprego é contínua desde o período mais crítico da pandemia de Covid-19. Em 2020, o índice chegou a 9,7%, o maior da série histórica. No ano seguinte, recuou para 8,9%. Em 2022, caiu para 6%; em 2023, para 4,8%; e em 2024, para 4,1%, até atingir os atuais 3,6%. Na comparação com 2020, a redução acumulada foi de 169%.
No recorte trimestral, o movimento também é de retração desde o terceiro trimestre de 2020, quando a taxa alcançou 10,5%. Um ano depois, estava em 8%, e dois anos depois, em 5,3%, até chegar ao patamar de 3,2% no quarto trimestre de 2025, mesmo índice registrado no último trimestre de 2024. Ao longo de 2025, houve redução gradual: 4% no primeiro trimestre, 3,8% no segundo, 3,5% no terceiro e 3,2% no quarto.
Além da queda no desemprego, os dados indicam aumento no rendimento médio. O rendimento real mensal habitual no Paraná foi de R$ 4.083 em 2025, crescimento de 5,2% em relação a 2024, quando era de R$ 3.881. No quarto trimestre de 2025, o valor médio chegou a R$ 4.128.
Os números também superam a média brasileira. Em 2025, o rendimento real habitual de todos os trabalhos no País foi de R$ 3.560. Os menores valores foram registrados no Maranhão (R$ 2.228), Bahia (R$ 2.284) e Ceará (R$ 2.394).
Todas as informações detalhadas estão disponíveis no painel da PNAD.




