O Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), tem intensificado ações voltadas à redução da mortalidade materna, com resultados já perceptíveis. Em 2025, o Estado registrou queda de 25% nos índices em comparação com 2024, passando de 62,6 para 46,3 óbitos a cada 100 mil nascidos vivos.
A redução é atribuída a um conjunto de medidas que envolvem a reorganização da Rede de Atenção à Saúde, fortalecimento da atenção primária e adoção de metodologias como o PlanificaSUS. As estratégias buscam ampliar o acesso das gestantes aos serviços de saúde e garantir um atendimento mais seguro e humanizado durante a gestação, parto e puerpério.
Em 2026, o Paraná avançou com a implementação de um novo plano de ação que incorpora o Plano Estadual da Rede Alyne. A proposta prevê a qualificação dos serviços em todas as macrorregiões, com foco especial no atendimento de mulheres em situação de vulnerabilidade social.
De acordo com o secretário estadual da Saúde, César Neves, o objetivo é atuar em diferentes frentes para reduzir os índices de mortalidade materno-infantil e garantir suporte adequado às gestantes em todo o Estado.
As iniciativas também têm sido destaque entre equipes de saúde de diversas regiões do Paraná. Durante o encontro Saúde em Movimento, realizado em março, foram apresentadas experiências que vêm contribuindo diretamente para melhorar o acompanhamento pré-natal e reduzir faltas a consultas e exames.
No município de Céu Azul, no Oeste do Estado, uma das ações adotadas foi a criação da chamada “Agenda Protegida”, com atendimento exclusivo para gestantes nas manhãs de quinta-feira. A medida evitou o contato com pacientes com doenças infecciosas, reduziu riscos e ampliou a participação de familiares no acompanhamento.
Já na 2ª Regional de Saúde, em São José dos Pinhais, a estratégia foi reforçar o cuidado em rede, com acompanhamento compartilhado de gestantes de alto risco entre diferentes serviços de saúde. A padronização de protocolos e o planejamento antecipado do parto também contribuíram para melhorar a assistência.
Em Arapoti, nos Campos Gerais, a dificuldade de adesão aos programas de pré-natal levou à criação do “Ultrassom Ecológico”, iniciativa educativa que utiliza representações artísticas para conscientizar gestantes e familiares. A ação resultou na redução de faltas em exames e consultas, além de melhorar o acompanhamento dos casos.
Segundo a Sesa, a aplicação da metodologia do PlanificaSUS permite adaptar as ações às características de cada região, promovendo um atendimento mais eficiente e humanizado em todo o Paraná.







