Paraná alcança 339 Reservas Particulares do Patrimônio Natural com 56 mil hectares de áreas verdes protegidas e amplia iniciativas para conservação ambiental
O Paraná destaca-se como um dos líderes na conservação ambiental por meio das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), que somam 339 unidades homologadas pelo Instituto Água e Terra (IAT).
Essas reservas privadas protegem uma área equivalente a cerca de 78 mil “Maracanãs” naturais, abrigando espécies nativas como araucárias, cedros-rosa e ipês-roxo.
Com o cadastro recente de cinco novas RPPNs em 2025, o Estado reforça seu compromisso com a sustentabilidade ambiental e o desenvolvimento sustentável das regiões envolvidas, conforme divulgado pelo Governo do Paraná.
RPPNs transformam propriedades rurais em importantes áreas de proteção ambiental no Paraná
As Reservas Particulares do Patrimônio Natural são criadas voluntariamente por proprietários rurais para proteger ecossistemas e biodiversidade. No Paraná, essas áreas somam mais de 56 mil hectares, distribuídos em 339 RPPNs reconhecidas pelo Instituto Água e Terra (IAT), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
Além do IAT, instituições parceiras como o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e prefeituras também fazem o reconhecimento dessas áreas. A chefe da Divisão de Incentivos para a Conservação do IAT, Natália Ribeiro Corrêa, ressalta que as RPPNs são instrumentos essenciais da política ambiental do Estado, integrando o sistema estadual de Unidades de Conservação.
Ela destaca o papel voluntário dos proprietários que somam esforços para proteger espécies e ecossistemas, promovendo a preservação ambiental e a sustentabilidade.
Novas reservas e benefícios ampliam a preservação e o desenvolvimento sustentável local
Em 2025, o Paraná cadastrou cinco novas RPPNs, totalizando 535 hectares adicionais de áreas protegidas. Um dos destaques é a RPPN Samuel Klabin, com 168 hectares localizada em Imbaú, nos Campos Gerais. Doada pela empresa Klabin S/A, a área conta com trilhas, centro de visitantes e uma torre de observação, combinando projetos arquitetônicos e paisagísticos para promover o turismo sustentável, a educação ambiental e a conservação da biodiversidade local.
As visitas programadas fazem parte do plano de restauração e recuperação ambiental das reservas. A legislação permite atividades que estejam previstas nos planos de manejo, incluindo pesquisa científica de caráter conservacionista, turismo sustentável, recreação e ações educativas.
Os municípios que abrigam RPPNs ganham também benefícios financeiros, como a qualificação para o ICMS Ecológico por Biodiversidade, programa que destina recursos para cidades com Unidades de Conservação. Em 2025, o Estado repassou R$ 329 milhões nessa modalidade.
Incentivos econômicos reforçam compromisso dos proprietários com a conservação ambiental
O Governo do Paraná oferece programas de incentivo aos proprietários de RPPNs, entre eles o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que remunera aquelas áreas que proporcionam serviços de conservação.
A legislação federal também contribui, concedendo isenção do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) para terrenos incluídos nas reservas, conforme o Decreto Federal 5.746/2006.
Outra iniciativa relevante é o programa de créditos de biodiversidade, lançado em julho de 2025, fruto de parceria entre a Sedest e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Essa ação prevê a negociação de até R$ 2 milhões em créditos que representam saldo positivo na conservação e restauração ambiental, promovendo incentivos financeiros aos proprietários que valorizam serviços ecossistêmicos e preservação.
Processo para criação e manutenção das RPPNs no Paraná reforça transparência e gestão eficaz
Para que uma propriedade seja reconhecida como RPPN no Paraná, é necessário que a área possua características naturais com necessidade de proteção ou restauração, e que o imóvel esteja regularizado no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
As reservas no Estado se dividem entre esferas municipais, estaduais e federais, e passam por vistorias técnicas realizadas pelo IAT, que também acompanha anualmente a qualidade ambiental para garantir os critérios do ICMS Ecológico por Biodiversidade.
O processo inclui a elaboração de planos de manejo que asseguram a gestão adequada das áreas protegidas, com transparência e compromisso com a conservação a longo prazo.
Esses esforços coletivos fortalecem a rede de proteção ambiental no Paraná, promovendo a biodiversidade, a educação ambiental, e batalhando por um futuro mais sustentável para o território paranaense.

