Dados atualizados mostram liderança do Paraná na exportação de suínos de alto valor genético e avanço da colheita de soja em ritmo dentro da normalidade histórica
O Paraná consolida sua liderança entre os estados brasileiros como maior exportador de suínos reprodutores de raça pura, respondendo por 62,1% da receita nacional de exportação desse material em 2025. O principal destino da genética avançada paranaense é o Paraguai, mas outros países da América do Sul, como Argentina, Uruguai e Bolívia, também compram o produto. Essa posição reforça a sanidade e o padrão tecnológico do rebanho do estado, que ganha prestígio internacional.
Além do destaque na pecuária suína, a colheita da soja no ciclo 2025/26 atinge 37% dos 5,77 milhões de hectares plantados, mantendo a estimativa em 22,12 milhões de toneladas. Esse desempenho oferece segurança ao setor produtivo, pois influencia diretamente o plantio do milho segunda safra e ajuda a mitigar riscos climáticos na janela de semeadura.
Os dados foram divulgados no Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), órgão da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, com atualização da última semana de fevereiro, conforme informação do Deral.
Paraná lidera exportação de suínos de genética avançada no Brasil
Em 2025, o Paraná foi responsável por 62,1% da receita nacional com a exportação de suínos de alto valor genético, totalizando US$ 1,087 milhão. O principal comprador desse material é o Paraguai, um mercado estratégico para o estado. Segundo a médica veterinária e analista do Deral, Priscila Marcenovicz, “essa escolha pelo Paraná mostra, mais uma vez, que o Estado tem genética de ponta e sanidade do rebanho”.
Essa liderança reflete o elevado padrão tecnológico e sanitário do rebanho paranaense, que também abastece países como Argentina, Uruguai e Bolívia, consolidando a relevância do Paraná no cenário da suinocultura de qualidade na América do Sul.
Avanço da soja e milho sustentam a segurança da safra e cadeias produtivas
O boletim destaca que a colheita da soja avançou para 37% da área plantada, ritmo considerado normal para este período. A estimativa para o ciclo 2025/26 permanece em 22,12 milhões de toneladas. Esse progresso é crucial para o cronograma de plantio do milho segunda safra, além de ajudar a mitigar riscos climáticos na janela ideal de semeadura.
O milho também apresenta bom desempenho, com 42% da área da primeira safra já colhida e 45% do plantio da segunda safra realizado. Ao todo, a produção está prevista em 21,1 milhões de toneladas, considerando as duas safras. Segundo o analista do Deral, Edmar Gervasio, esta é uma recuperação de área importante, com aumento de mais de 20% na primeira safra em comparação ao período anterior, favorecida por boa produtividade que pode chegar a 3,6 milhões de toneladas.
Contexto geral do mercado de carnes e produção agropecuária
O boletim também registra crescimento nas exportações brasileiras de carne bovina, que alcançaram 258,94 mil toneladas, aumento superior a 25% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Há atenção especial à cota de importação chinesa, que pode gerar variações de preço ao longo do ano, já que em janeiro mais de 10% da cota de 1,1 milhão de toneladas foi utilizada.
No mercado interno, cortes bovinos investigados pelo Deral apresentaram aumento de preços, com destaque para o filé mignon, que subiu 17% em um ano. Na avicultura de corte, o custo de produção do frango vivo caiu 2,9% em 2025, enquanto o preço médio recebido pelo produtor superou o custo em 4,2%, garantindo rentabilidade.
Outras culturas e mercado agrícola do Paraná em análise
Em contraste com a estabilidade da soja, o feijão tem sofrido retração de área, principalmente na segunda safra, num movimento de cautela dos produtores diante dos custos de manejo. Concernente ao tomate, observa-se volatilidade típica entre as safras, com alta de preços ao consumidor de 44% em janeiro, seguida por queda de 40% no atacado em fevereiro. A expectativa é que os preços se estabilizem a partir de abril, quando a colheita da segunda safra se intensificar no estado.
Essas informações fortalecem a compreensão do mercado agropecuário paranaense em múltiplos segmentos, demonstrando dinamismo e atenção tanto na produção quanto na comercialização de produtos essenciais ao Brasil e ao mercado externo.





