Um tratamento experimental à base de polilaminina, substância desenvolvida a partir de uma proteína produzida no corpo humano, tem gerado expectativa no Paraná ao ser aplicado em pacientes com lesões na medula espinhal. Entre eles está o jovem William Carboni Kerber, de 27 anos, que passou pelo procedimento no último sábado (21), em Foz do Iguaçu, no Oeste do estado.
Natural de Palotina, William ficou tetraplégico após sofrer fraturas na coluna torácica e lesões na medula espinhal em decorrência de um acidente automobilístico registrado em 2025. À época, ele integrava a equipe do Suzano Vôlei, em São Paulo. Desde então, vivia sem movimentos do pescoço para baixo.
Ele está entre os poucos pacientes autorizados a receber a polilaminina, composto recriado pela bióloga Tatiana Coelho de Sampaio. A substância ainda se encontra em fase de testes e não possui aprovação definitiva como tratamento consolidado. Pesquisadores avaliam seus efeitos na regeneração neural e na recuperação funcional de pessoas com lesões medulares.
Em um vídeo publicado recentemente nas redes sociais, William afirmou estar em processo de recuperação e relatou melhora gradual após a aplicação do composto. Nas imagens, ele demonstra movimentar parcialmente o braço e comenta sobre a evolução. A gravação também mostra familiares e amigos acompanhando o momento.
Apesar dos relatos considerados animadores, especialistas ressaltam que o tratamento ainda é experimental e depende de estudos clínicos para comprovar eficácia e segurança em larga escala. A autorização para uso ocorre em situações específicas, dentro de protocolos acompanhados por equipes médicas.
O caso de William reacende o debate sobre novas alternativas terapêuticas para lesões medulares, condição que pode provocar perda permanente de movimentos e sensibilidade. Enquanto as pesquisas avançam, a polilaminina segue como uma possibilidade em avaliação científica, sem garantia de resultados definitivos.
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