Oposição cobra uso dos R$ 4 bilhões recebidos pela Sanepar para reduzir tarifa de água no Paraná

Deputados da Oposição no Paraná pedem que recursos bilionários da Sanepar sejam usados para diminuir valor da conta de água e melhorar serviços

O debate sobre a destinação dos R$ 4 bilhões recebidos pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), referentes a uma ação judicial que durou mais de três décadas, ganhou força na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Em sessão recente, deputados da Oposição reforçaram a necessidade de aplicar o valor diretamente na redução da tarifa de água, beneficiando as famílias paranaenses.

Segundo líderes oposicionistas, o Governo do Estado precisa ser transparente e justificar a demora na utilização desse montante para aliviar as contas dos consumidores. A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná (Agepar) iniciará consulta pública e audiência para definir os rumos desses recursos, espaço que a Oposição cobra efetiva participação popular.

Conforme informação divulgada pelo g1, a discussão envolve não apenas a redução da tarifa, mas também investimentos na ampliação e melhoria do serviço prestado pela Sanepar, sempre priorizando o interesse do cidadão.

Recursos têm origem em ação judicial que durou 32 anos e são pagos pelo Governo Federal

O valor de R$ 4 bilhões pago à Sanepar é resultado de uma ação judicial iniciada há 32 anos, quando a companhia questionou o pagamento de Imposto de Renda à União. Com decisão favorável, o montante foi pago pelo Governo Federal no ano passado.

O deputado estadual Arilson Chiorato (PT), líder da Oposição na Alep, questiona a falta de impacto desses recursos na tarifa de água até o momento. “O Governo Ratinho Jr. precisa explicar uma coisa bem simples: por que a conta de água do povo do Paraná não baixou, mesmo com R$ 4 bilhões na Sanepar?”, afirmou o parlamentar durante a sessão plenária do dia 24 de abril.

A proposta técnica em análise pela Agepar aponta que o dinheiro deve ser destinado aos usuários, prevendo mecanismos como modicidade tarifária e investimentos operacionais. No entanto, Arilson enfatiza que é preciso transformar esse entendimento em ações concretas que beneficiem diretamente a população.

Oposição cobra transparência e participação popular na consulta pública da Agepar

A Agepar abrirá consulta pública no dia 27 de abril, seguida de audiência pública em 29 de abril, para discutir a aplicação dos recursos. O líder da Oposição destaca que este é o momento para garantir que a decisão não fique restrita a formalidades técnicas.

Segundo Arilson, não faz sentido que a decisão sobre bilhões de reais seja tomada sem ouvir o cidadão, que sustenta o sistema. Ele defende ampla participação popular, fiscalização rigorosa e transparência total durante o processo.

“Na consulta pública e na audiência, precisamos ter a garantia da participação do cidadão”, ressaltou o deputado. A Oposição seguirá acompanhando de perto o caso e cobrando que o recurso seja destinado para melhorar a vida do povo paranaense.

Deputada Luciana Rafagnin reforça que recurso deve aliviar contas das famílias, não lucro de acionistas

Durante a mesma sessão na Alep, a deputada estadual Luciana Rafagnin (PT) enfatizou que os R$ 4 bilhões devem beneficiar diretamente os consumidores e não os acionistas da Sanepar.

“Justiça seja feita. Que esses R$ 4 bilhões sejam divididos entre os consumidores, na redução da tarifa de água, e não entre os acionistas da Sanepar. Este é o momento de garantir alívio no bolso das famílias paranaenses”, afirmou a parlamentar.

Essa posição reforça a cobrança para que o debate ultrapasse o âmbito técnico e administrativo e resulte em ações práticas, especialmente na redução imediata da conta de água. O deputado Arilson comentou que mesmo parte desse valor já permitiria diminuições significativas nas tarifas para os usuários.

Urgência em transformar recursos em benefícios reais para a população

A cobrança da Oposição no Paraná é clara e constante: os R$ 4 bilhões não podem ficar apenas no papel ou em discussões burocráticas. É necessário garantir que esse montante impacte positivamente a vida dos consumidores.

Somado a isso, a pressão por transparência e participação ativa da população mostra uma pluralidade de vozes exigindo que o dinheiro público e os recursos decorrentes de decisões judiciais sejam usados em favor do interesse coletivo.

O debate deve seguir aberto, com atenção nas próximas etapas da consulta pública e audiências para que as mudanças sejam reais, concretas e efetivas para as famílias paranaenses, tornando a tarifa de água mais justa e acessível.

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