Com mais de mil câmeras espalhadas por 22 municípios, o programa Olho Vivo torna-se peça-chave na recuperação rápida de veículos e avanço no combate a crimes no Paraná
Nos últimos tempos, o programa Olho Vivo, do Governo do Estado do Paraná, tem se destacado por sua eficiente integração de tecnologia e trabalho policial. Uma recente operação, iniciada em cidades como Londrina, Maringá e Foz do Iguaçu, trouxe resultados que reforçam o potencial de inovação no combate à criminalidade.
Entre 22 de fevereiro e 17 de março, foram recuperados 46 veículos por meio das câmeras inteligentes e da análise em tempo real realizada pela plataforma. Além disso, 58 prisões foram efetuadas graças à atuação coordenada entre sistema e equipes policiais.
Conforme informação divulgada pelo Governo do Paraná, o contínuo investimento em tecnologias inteligentes e treinamentos específicos para policiais está transformando a segurança pública nos municípios monitorados.
Funcionamento do sistema e abrangência das operações
O Olho Vivo opera com mais de mil câmeras instaladas em 22 municípios, capturando dados que são cruzados automaticamente com bases governamentais. A tecnologia identifica, em tempo real, qualquer irregularidade como veículos roubados, clonados ou com mandados em aberto, gerando alertas imediatos para as equipes de campo.
Esse monitoramento preciso permite abordagens rápidas e seguras, fornecendo informações completas sobre o local, características do veículo e histórico da ocorrência. Entre as cidades onde a operação já está plena, Londrina e São José dos Pinhais se destacam pelo uso efetivo do sistema na recuperação e impedimento de crimes.
Casos emblemáticos que mostram a eficiência do programa
Em São José dos Pinhais, por exemplo, dois roubos de veículos ocorridos na mesma madrugada foram solucionados em menos de uma hora. O sistema criou alertas imediatos que orientaram a Polícia Militar, resultando na recuperação dos automóveis, prisão de três suspeitos e apreensão de uma arma.
Já em Londrina, a análise detalhada dos padrões de comportamento detectou motocicletas utilizadas para entregas de drogas. Essa investigação prosseguiu com abordagens estratégicas que culminaram na apreensão de entorpecentes, celulares e veículos relacionados.
Em Paranaguá, o programa ajudou a esclarecer um homicídio após cruzar dados que indicavam um veículo suspeito com placas falsas, o qual foi localizado no dia seguinte. Em Araucária e Almirante Tamandaré, o sistema detectou a utilização da mesma placa em cidades distintas, indicando clonagem, o que levou à apreensão do automóvel adulterado.
Impacto na segurança pública e futuro do programa
Segundo o secretário da Segurança Pública, Hudson Teixeira, os resultados reforçam a eficácia da tecnologia, uma vez que o sistema atua de forma contínua e integrada com drones e informações dos setores de inteligência para combater diferentes tipos de crime. Ele destaca que o programa já demonstra impacto direto na diminuição dos indicadores de violência no estado.
O projeto é coordenado pela Secretaria da Segurança Pública, Secretaria das Cidades e pela Superintendência-Geral de Governança de Serviços e Dados, seguindo as normas da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).
Após esta primeira fase, está prevista a ampliação para 26 mil câmeras por meio de parcerias com prefeituras, aumentando a abrangência do monitoramento e o potencial preventivo da segurança pública no Paraná.



