A pré-candidata ao Governo do Paraná pela Unidade Popular (UP), Tayna Miessa, defendeu a política de ocupação de imóveis abandonados durante entrevista ao XV Curitiba. Segundo ela, a prática é uma forma de garantir o direito à moradia para famílias que não têm condições de arcar com o alto custo do aluguel e está fundamentada no princípio da função social da propriedade previsto na Constituição Federal.
Ao comentar a atuação do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), do qual faz parte, Tayna afirmou que o termo correto é “ocupação”, e não “invasão”. De acordo com ela, imóveis abandonados deixam de cumprir sua função social, o que justificaria a mobilização organizada de famílias em busca de moradia.
A pré-candidata explicou que uma das ocupações realizadas pelo movimento ocorreu em um prédio pertencente ao governo federal, administrado pela Superintendência do Patrimônio da União (SPU). Segundo ela, o imóvel estava desocupado e sem utilização, enquanto o movimento buscava uma solução para famílias em situação de vulnerabilidade.
Durante a entrevista, Tayna relatou que o grupo negociava alternativas com a SPU e também com representantes dos governos estadual e municipal. No entanto, afirmou que a desocupação do prédio ocorreu de forma violenta e irregular. Segundo seu relato, policiais utilizaram armamento durante a ação e apontaram fuzis para moradores, incluindo crianças e bebês que estavam no local.
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Após a desocupação, ela disse que as famílias permaneceram acampadas em frente à sede da SPU e, posteriormente, decidiram ocupar outro imóvel abandonado, desta vez de propriedade particular.
Questionada sobre a situação jurídica da nova ocupação, Tayna confirmou que o proprietário solicitou a reintegração de posse. Segundo ela, o movimento continua em negociação e busca uma solução que assegure moradia digna às famílias envolvidas.
A pré-candidata afirmou ainda que o objetivo não é permanecer necessariamente naquele imóvel específico, mas garantir que o poder público ofereça alternativas habitacionais. Ela destacou que, na avaliação do movimento, existem diversos imóveis públicos federais sem utilização no Paraná que poderiam cumprir essa finalidade.





