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O que aconteceu com a “rampa do crescimento” de Silvestre Filho?

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O recente histórico da democracia brasileira nos mostra que o eleitor vota em quem tem mais visibilidade e chances de vencer o pleito, de sair vitorioso. Não desperdiça seu voto em candidatos com digital de derrota na testa. Este perfil, de cadente, não combina com o povo, em especial com o eleitor paranaense, sempre exigente do seu representante seja no Legislativo, no Executivo estadual ou municipais. Não há mais espaço para aventuras, demagogias e principalmente traições.

As recentes pesquisas de opinião pública mostram isso. No caso paranaense, o governador Ratinho Junior (PSD), tem se destacado junto ao eleitorado, o que prova que vem desenvolvendo um trabalho de gestor público estadual pactuado com as demandas do povo paranaense. Caso contrário, não estaria, hoje, há três meses das eleições, com amplas condições de vencer o pleito no primeiro turno, com larga margem ante seus adversários.

As pesquisas, formuladas por institutos sérios, vem jogando um balde de água fria em pré-candidatos ao Governo do Estado e ao Senado Federal, como aconteceu, recentemente, com o levantamento IRG, divulgado na semana passado, que pontuou 46,4% das intenções de votos ao atual governador, ante 19,6% do ex-governador e candidato oficial do PT ao Palácio Iguaçu, Roberto Requião que somou 19,6%.

O curioso nestas pesquisas é que candidato como o ex-deputado estadual e ex-prefeito de Guarapuava, Cesar Silvestre Filho, que pulou do Podemos para o PSDB de Beto Richa, não consegue chegar a 3% das intenções de votos, perdendo, neste caso, para o senador Flávio Arns, que não é candidato e para o ex-juiz Sergio Moro, que também não se decidiu a qual cargo vai se candidatar.

Silvestre Filho, em entrevista a rádios locais na semana passada, disse estar “animado” e “otimista” em relação à disputa ao Governo do Paraná. Segundo ele, as “últimas pesquisas” demonstravam que ele estava no “caminho certo”. Porém, a animação não durou mais do que 48 horas, e o que já era ruim, piorou: pelo IRG teve apenas 2,9% das intenções de votos. Em comparação com o resultado do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado no dia 17 de junho, Silvestri conseguiu perder 1,4% em apenas dez dias.

O mau desempenho de Silvestri, a cada nova rodada de pesquisa, aumenta a pressão de dirigentes do PSDB pela retirada da candidatura do ex-prefeito de Guarapuava ao governo. Não é novidade que integrantes da sigla querem que os recursos do partido sejam investidos para eleger deputados federais e estaduais.

A tal “rampa de crescimento”, desenhada e divulgada pelo marketeiro da campanha não aconteceu. Pelo contrário. Desandou.

Com a aliança do MDB com PSDB, Silvestre Filho, crítico de Lula e sem nenhuma simpatia pelo presidente Jair Bolsonaro, terá que, por força do partido, apoiar Simone Tebet (MDB), embora os emedebistas do Paraná já tenham fechado apoio à reeleição do governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Caso insista em sua candidatura, mesmo com baixo índice nas pesquisas, César Silvestri terá que conviver com o peso de ter sido o responsável por levar o PSDB a uma aventura política, que poderá custar, no mínimo, 10 anos até que o partido consiga se reerguer no Estado.

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