O cão comunitário conhecido como Abacate, que era cuidado por moradores do bairro Tocantins, em Toledo, no oeste do Paraná, morreu na terça-feira (27) após ser atingido por um disparo de arma de fogo. O episódio ocorre poucos dias depois da morte do cão Orelha, em Santa Catarina, que provocou comoção em todo o país e reacendeu o debate sobre a violência contra animais.
Abacate vivia de forma comunitária na região. Segundo moradores, ele costumava dormir na casa de uma residente do bairro e, pela manhã, circulava pelas ruas, onde recebia alimento e cuidados. Na terça-feira, após sair como fazia diariamente, o animal foi encontrado horas depois com ferimentos graves.
Vizinhos prestaram socorro imediato e levaram o cachorro para uma clínica veterinária particular. Durante a avaliação, os profissionais constataram que ele havia sido atingido por um tiro. O projétil atravessou o corpo do animal e perfurou o intestino em dois pontos, provocando contaminação abdominal.
Diante da gravidade do quadro, Abacate foi submetido a uma cirurgia de emergência. Mesmo com a intervenção, o animal não resistiu às complicações durante o procedimento. De acordo com os veterinários responsáveis, além das lesões no intestino, o disparo também atingiu os rins, o que agravou rapidamente seu estado de saúde.
Após a confirmação de que o ferimento foi causado por arma de fogo, a equipe de Proteção Animal do município foi acionada. A Polícia Civil abriu investigação para apurar as circunstâncias do crime e identificar o autor do disparo.
No Brasil, maus-tratos contra animais são tipificados como crime, com previsão de pena de prisão e multa. O caso de Abacate reforça a preocupação de autoridades e da população com a recorrência de episódios de violência contra animais e a necessidade de responsabilização dos envolvidos.


